O Futuro do E-commerce Chega ao Brasil com Agentes de IA
A Visa, em colaboração com o Banco do Brasil, deu um passo significativo rumo ao futuro do comércio eletrônico ao realizar a primeira transação no Brasil utilizando agentes de inteligência artificial (IA). Essa iniciativa marca a introdução do conceito de “comércio agêntico” no país, onde sistemas de IA podem, de forma autônoma, pesquisar produtos, comparar ofertas e concluir pagamentos em nome dos consumidores, tudo dentro de parâmetros pré-definidos por eles.
Como Funciona o Comércio Agêntico?
A tecnologia, testada através da plataforma Visa Intelligent Commerce (VIC), permite que os consumidores deleguem tarefas de compra a assistentes virtuais baseados em IA. Imagine dizer ao seu agente de IA: “Encontre passagens aéreas do Rio de Janeiro para São Paulo por menos de R$ 300 e, se encontrar, compre”. O agente monitoraria as ofertas e executaria a transação assim que a condição fosse atendida. Essa funcionalidade promete transformar a maneira como interagimos com o e-commerce, liberando tempo e otimizando o processo de compra.
Segurança e Inovação em Primeiro Lugar
A transação envolveu um cartão BB Visa previamente habilitado, com autenticação, tokenização e controles de segurança robustos, amparados pela infraestrutura global da Visa. A empresa também desenvolveu o Trust Agent Protocol, um sistema que permite identificar transações iniciadas por agentes de IA certificados pela Visa, garantindo maior transparência para os comerciantes e reduzindo o risco de fraudes. A adaptação da solução às particularidades do sistema de pagamentos brasileiro, que inclui diversas modalidades, foi um dos desafios superados.
Impacto no Varejo Digital e Pequenos Lojistas
Além de aprimorar a experiência do consumidor, o comércio agêntico tem o potencial de redefinir a dinâmica competitiva no varejo digital. Segundo Leandro Garcia, diretor-executivo de produtos da Visa do Brasil, a tecnologia pode beneficiar especialmente pequenos lojistas. Em vez de competirem por visibilidade nas primeiras posições de buscadores tradicionais, as empresas passarão a disputar a preferência dos agentes de IA. A expectativa é que essa inovação esteja disponível para uso amplo no mercado brasileiro já no segundo semestre.
Fonte: neofeed.com.br

