quinta-feira, março 5, 2026
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Chanceler Mauro Vieira é convocado pela Câmara para explicar posicionamento do governo Lula sobre a guerra no Irã e Líbano

Oposição exige explicações sobre postura do Itamaraty

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convocado pela Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a posição do governo brasileiro diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A convocação partiu da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, colegiado onde a oposição detém a maioria. Uma data para a audiência ainda será definida, mas a presença do chanceler é obrigatória.

Preocupação com o Líbano e escalada no Golfo

A convocação ocorre após o governo Lula emitir uma série de notas oficiais sobre a guerra. Na última terça-feira (3), o Itamaraty manifestou “grande preocupação” com a extensão do conflito para o Líbano, citando os confrontos entre Israel e o Hezbollah, milícia aliada ao Irã, e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo Beirute. Esta é a terceira manifestação oficial do governo Lula sobre a crise regional. Anteriormente, o governo condenou o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, destacando que o fato ocorreu em meio a negociações diplomáticas. O Itamaraty também expressou apreensão com a “escalada das hostilidades na região do Golfo”, em referência à retaliação iraniana contra instalações americanas em países árabes, apelando pela “interrupção de ações militares ofensivas”.

Cessar-fogo imediato e apelo à ONU

Em seu comunicado mais recente, o Ministério das Relações Exteriores fez um apelo pelo “cessar-fogo imediato” no Oriente Médio, instando ao cumprimento do acordo de 2024 e da Resolução 2006 do Conselho de Segurança da ONU. O Itamaraty informou que as embaixadas brasileiras no Líbano e em outros países da região mantêm contato com as comunidades brasileiras locais e oferecem recomendações de segurança. Até o momento, não há registros de brasileiros mortos nos ataques.

Visita de Lula a Washington em risco

A guerra no Oriente Médio também se tornou um fator de incerteza para os planos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. Inicialmente prevista para a segunda quinzena de abril, a viagem com foco na relação bilateral com o presidente americano Donald Trump pode ser afetada pela duração do conflito, segundo avaliam integrantes do governo.

Fonte: jovempan.com.br

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