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Dermatilomania: Entenda o Transtorno de Pele e Comportamento que Afeta Giulia, Filha de Flávia Alessandra

O Que é Dermatilomania?

A dermatilomania, ou Transtorno de Escoriação, é um transtorno de controle de impulsos caracterizado pelo ato repetitivo e compulsivo de mexer na pele. Isso pode incluir coçar, cutucar, apertar espinhas, arranhar ou morder a pele, resultando em lesões e feridas. Embora possa parecer um hábito inofensivo, para quem sofre com a condição, é uma necessidade difícil de controlar, muitas vezes desencadeada por ansiedade ou estresse.

Diagnóstico e Busca por Ajuda Profissional

O diagnóstico da dermatilomania é feito por um profissional de saúde mental e, em muitos casos, por um dermatologista. O tratamento eficaz geralmente envolve uma abordagem combinada, unindo cuidados dermatológicos para tratar as lesões ativas com acompanhamento psicológico e psiquiátrico para abordar a causa comportamental. O encaminhamento psiquiátrico se torna essencial quando o comportamento é recorrente, difícil de controlar, causa sofrimento emocional ou social significativo, ou está associado a outros transtornos como ansiedade, depressão ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Tratamento: Uma Abordagem Multidisciplinar

O tratamento da dermatilomania não se resume a curar as feridas na pele. A psicoterapia desempenha um papel crucial na reversão do hábito, auxiliando o paciente a identificar os gatilhos que levam ao comportamento e a desenvolver estratégias de enfrentamento. Técnicas como a substituição do comportamento, por exemplo, usar uma bolinha antiestresse ou anéis giratórios, podem ser úteis. Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica pode indicar o uso de medicação para auxiliar no controle da ansiedade ou de outros transtornos associados, mas esta não substitui a importância da terapia.

Remissão e Manejo da Doença

É possível alcançar a remissão e um manejo saudável da dermatilomania. Muitas pessoas conseguem passar longos períodos sem apresentar os episódios ou com episódios muito esporádicos. Em alguns casos, a remissão pode ser completa. No entanto, por envolver a regulação emocional, momentos de maior estresse ou ansiedade podem reativar o comportamento. A chave está no acompanhamento contínuo e na adoção de estratégias de autocuidado e manejo emocional para manter a qualidade de vida.

Fonte: viva.com.br

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