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Carnaval de SP: Diversidade e Negritude Brilham nos Sambódromos com Temas Poderosos

A Força Ancestral e a Luta Feminina em Destaque

O Carnaval de São Paulo de 2025 foi palco de celebrações vibrantes que ecoaram a diversidade e a riqueza da cultura negra. A Mocidade Unida da Mooca abriu a avenida com “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, uma poderosa homenagem ao Instituto da Mulher Negra e à força ancestral feminina. A Colorado do Brás, com “A Bruxa está solta!”, subverteu o estereótipo, apresentando a figura da bruxa como um símbolo de sabedoria e poder feminino.

Raízes e Consciência Social na Pista

A conexão com a natureza e os povos originários marcou o desfile da Dragões da Real, “Guerreiras Icamiabas”, que narrou a história das mulheres da Amazônia e a importância da preservação do Rio Amazonas. A Acadêmicos do Tatuapé trouxe o debate social para a avenida com “Plantar para colher e alimentar”, abordando a reforma agrária e a divisão de terras agrícolas.

Memória, Astrologia e Religiões de Matriz Africana

A atual campeã, Rosas de Ouro, explorou o cosmos com “Escrito nas Estrelas”, desvendando a astrologia e a influência dos astros. A tradicional Vai-Vai revisitou a memória do cinema brasileiro com “A Saga Vencedora de um povo heróico no apogeu da vedete da Paulicéia”, em tributo aos estúdios Vera Cruz e à cidade de São Bernardo. Fechando a sexta-feira, a Barroca Zona Sul celebrou a ancestralidade com “Oro Mi Maió Oxum”, um tributo à orixá das águas doces e da fertilidade, reforçando a presença das religiões de matriz africana.

Diversidade Cultural e Vozes Ancestrais no Sábado

O sábado manteve o tom de diversidade. A Império de Casa Verde exaltou a mulher preta em “Império dos Balangandãs”, contando a história das escravizadas de ganho. A Águia de Ouro, com “Mokum Amsterdã”, celebrou a liberdade e a tolerância. A Mocidade Alegre apresentou “Malunga Léa”, uma ode à ancestralidade negra, enquanto a Gaviões da Fiel, com “Vozes Ancestrais”, lançou um manifesto em defesa das futuras gerações e dos povos originários. Homenagens a Paulo César Pinheiro (Estrela do Terceiro Milênio), Chico Xavier (Tom Maior) e Exu (Camisa Verde e Branco) completaram a noite, demonstrando a amplitude de temas abordados pelas escolas de samba paulistanas.

Fonte: viva.com.br

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