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Macron critica acordo UE-Mercosul: ‘Ruim, antigo e mal negociado’, pede salvaguardas agrícolas

Macron critica acordo UE-Mercosul

O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul como um “acordo ruim, antigo e mal negociado”. Em entrevista publicada nesta terça-feira (10) por diversos jornais europeus, o mandatário criticou os termos atuais da negociação e defendeu a necessidade de “acordos justos” que respeitem o clima e a economia.

Parlamento Europeu aprova salvaguarda agrícola

Em meio a discussões sobre competitividade e indústria, Macron defendeu a simplificação e o aprofundamento do mercado interno da UE, além da diversificação de acordos comerciais. Ele solicitou a proteção da indústria europeia através de uma “preferência europeia” em setores como tecnologias limpas, química, aço, automóveis e defesa, alertando que, caso contrário, “os europeus serão varridos”. Nesta terça-feira, o Parlamento Europeu aprovou um mecanismo de salvaguarda para proteger os agricultores europeus contra a concorrência de preços mais baixos da América do Sul. O mecanismo permite restabelecer tarifas, se necessário, para carne bovina, aves, ovos, mel, arroz, açúcar, etanol e alho. A intervenção da Comissão Europeia ocorrerá caso os preços das importações sul-americanas caiam 8% em média nos três anos anteriores, ou o volume de importações aumente 8%.

Resistência e aprovação do acordo

A decisão do Parlamento Europeu responde, em grande parte, aos protestos de agricultores franceses, que temem, principalmente, as importações de carne bovina a preços baixos. Há também resistência ao acordo na Polônia, Hungria e Romênia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinou o acordo no Paraguai em meados de janeiro. No entanto, a aprovação final pelo Parlamento Europeu ainda depende de uma revisão pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o que poderá levar meses. Mesmo assim, a Comissão Europeia poderá colocar o tratado em vigor provisoriamente assim que um dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai ou Uruguai) o aprovar. O tratado visa eliminar a maioria das tarifas, com a expectativa de aumentar as exportações da UE para o Mercosul em até 39%.

Alerta sobre ameaças dos EUA e Rússia

Além do acordo com o Mercosul, Macron alertou sobre as contínuas “ameaças” e “intimidações” comerciais dos Estados Unidos, pedindo um “despertar europeu”. Ele advertiu que as ameaças podem ressurgir, especialmente em relação a produtos farmacêuticos, e que a Europa não deve se dobrar diante de agressões manifestas, pois isso aumenta sua dependência. Quanto à Rússia, Macron expressou o desejo de que qualquer retomada de diálogo com Vladimir Putin seja coordenada entre os europeus e com um número limitado de interlocutores. Contatos técnicos recentes indicaram que a Rússia “não quer a paz agora”, mas permitiram reconstruir “canais de diálogo”.

Fonte: jovempan.com.br

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