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IA Atinge Mais Profissionais Qualificados no Brasil: Pesquisa da ESPM Revela Mudança de Paradigma

Nova Análise Contradiz Expectativas Tradicionais sobre Impacto Tecnológico

Uma pesquisa inédita da ESPM, intitulada “Impacto da inteligência artificial sobre as ocupações no Brasil”, revela uma inversão surpreendente no perfil dos trabalhadores mais afetados pela ascensão da IA. Ao contrário de ondas tecnológicas passadas, que impactavam predominantemente profissionais de menor qualificação, o estudo aponta que ocupações com maior renda e nível de escolaridade são, atualmente, as mais expostas às transformações impulsionadas pela inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro.

Onda de IA em 2025: Distrito Federal, Rio e São Paulo Lideram Exposição

O Brasil atingiu em 2025 seu pico de exposição da força de trabalho à IA, impulsionado pela crescente digitalização e pela expansão de atividades intensivas em informação. As unidades da federação que registram os maiores impactos são o Distrito Federal, o Rio de Janeiro e São Paulo. Esta nova dinâmica tecnológica desafia as previsões anteriores, indicando que a IA está remodelando o cenário profissional de maneiras inesperadas.

Matemáticos, Contadores e Advogados no Radar da IA; Funções Manuais Menos Atingidas

O relatório, que aplicou o índice internacional AI Occupational Exposure (AIOE) a dados da PNAD Contínua, identifica ocupações altamente cognitivas como as mais sensíveis. Profissionais como matemáticos, contadores, economistas, juízes, dirigentes financeiros, publicitários e professores universitários estão entre os mais expostos. Em contrapartida, funções predominantemente manuais e contextuais, como as de pedreiros, trabalhadores da construção civil, agricultores e lavradores manuais, apresentam os menores índices de exposição.

IA Transforma Tarefas, Exige Novas Habilidades e Pode Acentuar Desigualdades

A pesquisa conclui que a IA não tende a eliminar ocupações por completo, mas sim a transformar as tarefas que as compõem, reorganizando atividades e demandando o desenvolvimento de novas competências. Embora o estudo não determine se a IA será majoritariamente substitutiva ou complementar, ele alerta para o risco de agravamento das desigualdades existentes. Se a tecnologia ampliar a produtividade de funções mais qualificadas, os grupos com maior escolaridade e acesso a recursos digitais poderão ser os mais beneficiados, enquanto setores menos expostos correm o risco de não capturar os ganhos dessa nova era tecnológica.

Fonte: viva.com.br

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