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Por que gestores brasileiros raramente escrevem livros sobre investimentos? Gabriel Esteca quebra o ciclo com guia prático de fundos de infraestrutura

O ralo do conhecimento financeiro no Brasil

O mercado brasileiro de gestão de recursos vive uma peculiar escassez: a falta de obras que aprofundem o conhecimento técnico dos gestores. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde nomes como Howard Marks, Joel Greenblatt e Ray Dalio compartilham suas estratégias em livros best-sellers, no Brasil a comunicação com investidores se limita, em sua maioria, a cartas mensais ou trimestrais. Essa dinâmica sugere que, por aqui, o receio de diminuir a vantagem competitiva pode estar inibindo o compartilhamento de saberes valiosos, um cenário que Gabriel Esteca, sócio da Bocaina Capital, busca reverter.

Gabriel Esteca: A rara exceção que compartilha expertise

Com o lançamento de “Fundos de Infraestrutura na Prática”, Gabriel Esteca se destaca no cenário financeiro brasileiro. O livro, resultado de sua vivência diária na gestão de fundos de infraestrutura, oferece um mergulho profundo nas complexidades do setor. Esteca detalha sua metodologia para montar portfólios, as métricas que utiliza e como pondera os riscos inerentes a projetos de grande escala. A obra se distancia da teorização acadêmica, focando na aplicação prática e na credibilidade construída ao longo de sua carreira.

Infraestrutura: Um oceano de oportunidades e a necessidade de conhecimento

O Brasil enfrenta uma necessidade colossal de investimentos em infraestrutura, estimada em R$ 4 trilhões para os próximos anos, abrangendo saneamento, logística e energia. Apesar do potencial expressivo, os Fundos de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra) ainda representam uma parcela pequena do mercado, embora em crescimento acelerado. O livro de Esteca se propõe a preencher uma lacuna importante ao desmistificar a estrutura desses projetos, identificar os participantes envolvidos (acionistas, construtores, operadores, reguladores), analisar os riscos específicos de cada setor (energia, saneamento, rodovias, etc.) e as diferentes camadas de risco.

Da teoria à prática: Construção de portfólios e estratégias de hedge

Um dos pontos altos da publicação é a forma como Esteca aborda a construção de portfólios. Ele apresenta cinco fundos teóricos com estratégias distintas – high yield, beta, duration curta, pulverização e ponderada – e os analisa com métricas reais, como duration, rating médio, retorno e Índice Herfindahl-Hirschman (IHH) para medir concentração. Além disso, o autor explora as nuances das estratégias de hedge, explicando não apenas o “como” (utilizando contratos DAP para converter IPCA+ em CDI+), mas também o “quando” e o “porquê” de sua aplicação, alertando sobre os riscos de um hedge total anular ganhos potenciais.

Para quem é este livro? Um guia para profissionais e investidores experientes

“Fundos de Infraestrutura na Prática” não se destina a iniciantes no mundo dos investimentos. O conteúdo pressupõe um conhecimento prévio de finanças, como conceitos de duration e fluxo de caixa descontado. No entanto, a obra é uma leitura essencial para investidores que já alocam recursos em FIIs, CRIs, debêntures ou fundos de crédito privado, além de ser uma ferramenta valiosa para profissionais de renda fixa e crédito do mercado financeiro que buscam aprimorar sua análise de projetos de infraestrutura.

Fonte: neofeed.com.br

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