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TCU aponta orçamento inflado e desatualizado em Angra 3, com potencial de economia de R$ 1,35 bilhão

Falhas relevantes no orçamento de Angra 3

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou “falhas relevantes” no orçamento de referência para a retomada das obras da Usina Termonuclear de Angra 3, localizada no Rio de Janeiro. Segundo o órgão, a correção dessas inconsistências pode gerar uma economia de R$ 1,35 bilhão. A análise faz parte do programa Fiscobras 2025, que fiscaliza obras estratégicas com recursos federais.

A auditoria do TCU teve como objetivo verificar a conformidade da documentação técnica e do orçamento que nortearão a contratação da empresa responsável por finalizar o empreendimento. O tribunal alerta que as inconsistências podem inflar indevidamente o custo final da obra, atualmente projetado entre R$ 22 bilhões e R$ 25,97 bilhões adicionais.

Problemas e recomendações do TCU

Entre os problemas apontados pelo TCU estão a presença de preços defasados e a falta de atualização de valores que deveriam refletir o mercado atual. Essas falhas, segundo o tribunal, comprometem a confiabilidade do orçamento e aumentam o risco de sobrepreço na contratação da empresa para concluir a usina.

Diante disso, o TCU recomendou à Eletronuclear a revisão detalhada do orçamento antes da publicação do edital de contratação. As sugestões incluem a eliminação de margens de tolerância de 5%, a revisão do BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) e dos tributos, o aprimoramento da pesquisa de preços e a adoção da tecnologia BIM (Building Information Modeling) para maior precisão nos projetos e estimativas.

Vale destacar que, durante a própria fiscalização, já foram promovidas correções que resultaram em uma economia de R$ 411 milhões, além do potencial adicional identificado.

Angra 3: obra estratégica paralisada

Angra 3 é considerada um empreendimento crucial para a segurança energética do Brasil. Com capacidade instalada de 1.405 MW, a usina tem potencial para abastecer cerca de 4,5 milhões de pessoas. Cerca de 65% das obras já foram concluídas, demandando investimentos de R$ 7,8 bilhões ao longo de mais de uma década.

Apesar do avanço físico, o projeto permanece paralisado, sem uma definição clara sobre sua viabilidade econômica. O TCU estima que a falta de decisão sobre a continuidade ou o abandono da obra gerou um desperdício de aproximadamente R$ 2 bilhões nos últimos dois anos, considerando os custos de manutenção da estrutura inativa e despesas financeiras.

Indefinições e dificuldades financeiras

A indefinição da tarifa de energia de Angra 3, que aguarda aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), é um dos principais obstáculos para a atração de financiamento. Adicionalmente, um acordo recente entre a União e a Eletrobras retirou da empresa a obrigação de aportar recursos na usina, exigindo a criação de uma nova modelagem financeira, o que adiciona complexidade ao cenário.

Fonte: www.poder360.com.br

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