terça-feira, março 3, 2026
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Banco Central pode reduzir Selic além do esperado, se a situação fiscal permitir – NeoFeed

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"title": "Selic pode cair mais que o esperado em 2026 se o Brasil arrumar a casa fiscal, dizem especialistas",
"subtitle": "Cenário externo favorável e credibilidade do Banco Central dão margem para cortes de juros, mas incertezas eleitorais e fiscais são os principais desafios.",
"content_html": "<h3>Cenário externo e credibilidade do BC abrem porta para cortes mais agressivos</h3>n<p>O Brasil pode estar prestes a vivenciar um ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic) mais acentuado do que o mercado antecipa. Especialistas apontam que um cenário externo favorável, com a valorização do dólar e a expectativa de continuidade nos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, somado à credibilidade conquistada por Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central (BC), criam um ambiente propício para um afrouxamento monetário mais robusto.</p>n<p>Bruno Serra, gestor de fundos da Itaú Asset, e Rodrigo Azevedo, cofundador e sócio da Ibiuna Investimentos, ambos com passagens anteriores pelo BC, concordam que o início desse ciclo de cortes deve ocorrer em março. Serra estima que o ciclo pode levar a Selic para até 11% ao ano, um patamar mais baixo do que os 12,25% projetados pelo Boletim Focus do próprio BC. Azevedo corrobora a expectativa de cortes mais significativos, prevendo uma redução de 3 pontos percentuais na Selic ao longo do ano, encerrando em 12%.</p>nn<h3>O fantasma da política fiscal e as eleições de 2026</h3>n<p>Apesar do otimismo inicial, o caminho para cortes mais profundos na Selic não está livre de obstáculos. As eleições presidenciais de 2026 e a fragilidade da situação fiscal brasileira surgem como os principais pontos de atenção. Com a dívida pública brasileira próxima a 80% do Produto Interno Bruto (PIB), a sustentabilidade das contas públicas se torna um fator determinante para a confiança do mercado e a manutenção da trajetória de queda dos juros.</p>n<p>Serra sugere que um ajuste fiscal crível, com um ganho de receita na ordem de 1,5 ponto percentual do PIB, poderia viabilizar uma Selic em torno de 8%. No entanto, ele ressalta que a concretização desse cenário dependerá fortemente do resultado eleitoral e do comportamento do mercado internacional frente ao governo eleito.</p>nn<h3>Ajuste fiscal: "band-aid" ou solução real?</h3>n<p>Rodrigo Azevedo, por outro lado, demonstra maior ceticismo quanto à suficiência de um ajuste fiscal de 1,5 ponto percentual. Ele alerta que o Brasil perdeu a oportunidade de realizar ajustes graduais e que medidas mais robustas são necessárias para acalmar os ânimos do mercado. "Não dá para achar que será possível pôr um band-aid e tudo bem. Ou se faz um ajuste de verdade ou se continua contando mentiras para o mercado", afirma Azevedo, enfatizando que, em momentos de piora nos fundamentos locais, estes tendem a prevalecer sobre o cenário global.</p>nn<h3>Credibilidade do BC: um trunfo a ser preservado</h3>n<p>Ambos os especialistas reconhecem a importância da condução da política monetária pelo Banco Central. A elevação inicial da Selic para 15% foi vista como uma medida necessária para restaurar a credibilidade da instituição em um cenário de incertezas fiscais e políticas no início do governo Lula. Agora, com a autoridade monetária tendo se provado, a expectativa é que a condução futura seja mais tranquila. Contudo, a manutenção dessa credibilidade dependerá da capacidade do governo em apresentar e executar uma agenda fiscal responsável, especialmente após as eleições, para que os avanços conquistados não sejam perdidos.</p>"
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Fonte: neofeed.com.br

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