Nova Era para a Farmacêutica Brasileira
Após 13 anos sob a gestão da francesa Servier, a farmacêutica brasileira Pharlab marca o início de uma nova jornada com sua aquisição por um grupo de investidores liderado por Nelson Libbos, ex-CEO da Teva no Brasil. A transição não apenas muda o controle da empresa, mas também anuncia uma mudança de nome para Merrell Lepetit, resgatando uma marca com história no país. A Pharlab, que faturou R$ 500 milhões em 2025, agora mira um crescimento expressivo, com projeção de atingir R$ 1 bilhão em receita em cinco anos, almejando uma margem Ebitda de 20%, o dobro do índice atual.
Relançamento de Clássicos e Expansão de Portfólio
Um dos pilares da nova estratégia é o retorno de medicamentos populares que marcaram época. O antigripal Resprin, sucesso nos anos 90 e início dos 2000, e o colírio Lerin, ambos com grande reconhecimento pelo público, estão entre os produtos que serão relançados antes do inverno deste ano e em 2026, respectivamente. A iniciativa visa capitalizar o forte apelo de marcas já estabelecidas no imaginário do consumidor brasileiro. O Resprin tem previsão de gerar R$ 14 milhões em vendas no primeiro ano, com o Lerin projetado para R$ 7 milhões.
Estratégia de Marca e Conexão com o Mercado Médico
A escolha pelo nome Merrell Lepetit não é aleatória. Segundo Libbos, a marca possui uma forte conexão histórica com o universo médico, algo que a Pharlab, focada em genéricos, não explorou. A nova gestão pretende reverter essa situação, buscando uma aproximação maior com os profissionais de saúde. Enquanto a divisão de genéricos manterá o nome Pharlab, as linhas de prescrição e OTC (medicamentos de venda livre) serão lançadas sob a nova marca, com planos de expansão para produtos de beleza e nutricionais.
Inovação e Presença Global
Além do relançamento de produtos consagrados, a Merrell Lepetit investirá em inovação, com o desenvolvimento de medicamentos de referência. A estratégia é lançar os remédios de prescrição e, em seguida, suas versões genéricas. A empresa também planeja expandir sua atuação internacionalmente, aproveitando a aprovação de seu parque industrial pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Parcerias com farmacêuticas estrangeiras e a exportação de medicamentos produzidos em Minas Gerais são parte fundamental dos planos de crescimento e consolidação no mercado farmacêutico global.
Fonte: neofeed.com.br




