Expansão e Confiança do Mercado
A CashU, startup especializada em análise de crédito B2B, anunciou a captação de R$ 120 milhões para seu Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A operação contou com a entrada de novos investidores de peso, como a BTG Asset Management e a Capitânia Investimentos, além de novos aportes do Itaú BBA e da Credit Saison, que já haviam participado da emissão anterior de R$ 100 milhões. O FIDC é a principal ferramenta da fintech para a concessão de crédito a pequenas e médias empresas (PMEs), com um volume anualizado de R$ 500 milhões.
Inovação na Análise de Crédito
O diferencial da CashU reside em sua abordagem de análise de crédito intra-cadeia. Em vez de se basear unicamente em dados financeiros tradicionais, a fintech avalia o risco das PMEs a partir de seu comportamento dentro das cadeias B2B em que atuam. Essa metodologia utiliza informações como recorrência de compras, volume, mix de produtos e histórico de relacionamento com fornecedores, processadas com inteligência artificial para definir dinamicamente limites, prazos e taxas.
De Vitrine a Plataforma Estratégica
Segundo Thiago Saldanha, CEO e co-fundador da CashU, o FIDC atua como uma “vitrine” para demonstrar a eficácia de sua inteligência de crédito em um ambiente regulado e em escala. “Conseguimos crescer a carteira mantendo métricas de performance muito robustas, o que mostra que combinar dados intra-cadeia com modelos proprietários de crédito permite escalar sem perder qualidade”, afirma Saldanha. A captação visa não apenas escalar as operações do FIDC, mas também provar a tese da empresa e abrir portas para parcerias maiores.
O Plano Original: Grandes Empresas como Fintechs
O plano original da CashU, que é transformar grandes empresas em fintechs de crédito para suas respectivas cadeias B2B, é agora acelerado. Com o FIDC servindo de demonstração, a empresa busca criar estruturas personalizadas que atendam às necessidades específicas de varejistas, bancos e outros grandes players. Nessas parcerias, a CashU atuaria como operadora, responsável pela análise e decisões de crédito, enquanto o grande player seria a âncora da operação. Essas soluções customizadas devem começar a operar nos próximos meses, com algumas parcerias já em fase de construção.
Fonte: neofeed.com.br




