Alta Demanda por IA Ignora Lacunas de Capacitação e Gestão
Um estudo recente aponta que 81% dos profissionais ou utilizam inteligência artificial (IA) em suas rotinas de trabalho ou demonstram grande interesse em fazê-lo. Apesar desse entusiasmo, a adoção da tecnologia pelas empresas parece avançar a passos lentos. Apenas 18% dos entrevistados percebem suas organizações acelerando a transformação digital impulsionada pela IA, enquanto 27% identificam a adoção dessa tecnologia como um dos principais desafios para o próximo ano.
Profissionais Pedem Mais Treinamento e Análise Crítica
A necessidade de capacitação é clara: 41% dos profissionais demandam a ampliação de treinamentos técnicos em IA, e 31% defendem o desenvolvimento de uma análise crítica mais aprofundada sobre os conteúdos gerados por essas ferramentas. Fabiana Galetol, Diretora de RH da Pluxee no Brasil, destaca que o foco principal deve ser o fator humano. “O maior investimento passa a ser nas pessoas. O diferencial competitivo não estará nas ferramentas — elas serão cada vez mais acessíveis. Estará na capacidade dos profissionais de transformar inteligência artificial em inteligência aplicada aos negócios. Por isso, investir no desenvolvimento das pessoas será tão decisivo quanto investir em tecnologia”, afirma.
Gestores e a Desconfiança na Autoria das Entregas
A atuação da gestão também se mostra um ponto de atenção. Atualmente, 59% dos profissionais relatam que seus gestores incentivam o uso da IA com cautela. Por outro lado, 30% sentem exigências maiores após a implementação da ferramenta, e 24% percebem desconfiança por parte dos líderes em relação à autoria das entregas realizadas com o auxílio da IA.
Criando Ambientes de Inovação e Confiança
Galetol ressalta que o papel das lideranças vai além da criação de normas operacionais. “Por muito tempo, o debate girou em torno da possibilidade de a inteligência artificial substituir pessoas. Os insights da pesquisa mostram que essa talvez nem seja mais a principal questão”, diz. Para ela, mais do que estabelecer regras, as lideranças precisam fomentar ambientes onde inovação, aprendizado contínuo e confiança coexistam. “Isso significa estimular a experimentação, orientar o uso responsável das ferramentas e investir continuamente no desenvolvimento das capacidades que a IA não é capaz de substituir, como pensamento crítico, criatividade, repertório e discernimento na hora de tomar decisões”, conclui a executiva, prevendo que esse cenário permitirá às organizações transformar tecnologia em inovação, produtividade e melhores resultados.
Fonte: viva.com.br

