Schneider Electric aponta caminho para indústrias mais eficientes
A adoção de tecnologias de automação e digitalização tem o potencial de diminuir o consumo de energia em até 30% nas indústrias, sem comprometer os níveis de produção. A afirmação é de Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, em entrevista ao Poder360. Segundo ele, a empresa busca se firmar como líder em “inteligência energética”, promovendo um uso mais eficiente da energia.
190 anos de inovação e adaptação
Fundada em 1836, a Schneider Electric possui uma longa trajetória de adaptação. Inicialmente focada em siderurgia e indústria pesada, a empresa redirecionou suas atividades para o setor elétrico a partir de 1981. Essa evolução culminou na oferta de soluções que vão desde componentes elétricos até automação industrial, predial e de infraestrutura, com um foco crescente em programas e serviços digitais.
Eficiência Energética como Estratégia
O foco da Schneider reside em tecnologias que otimizam a distribuição e o consumo de energia. A empresa oferece soluções para gerenciar diversas fontes de energia e minimizar o desperdício em setores como indústria, edifícios, centros de dados e concessionárias. A estratégia da companhia considera o aumento contínuo da demanda global por energia, impulsionado pela digitalização da economia, expansão de data centers e eletrificação. Segrera argumenta que esse crescimento não precisa ser acompanhado por um aumento proporcional na geração de energia, desde que perdas sejam reduzidas e a eficiência energética seja ampliada.
Transição Energética e o Papel da Tecnologia
Apesar do avanço das fontes renováveis, Segrera observa que a transição energética avança em um ritmo mais lento do que o esperado. Ele ressalta que o sistema energético continuará a depender de uma combinação de fontes, incluindo as renováveis, mas também outras, como termelétricas e combustíveis fósseis, durante o período de transição. O principal obstáculo para a adoção de soluções mais eficientes, segundo o executivo, não é tecnológico, mas sim a necessidade de investimentos, a capacitação de profissionais e a agilidade nas tomadas de decisão por parte de empresas e governos.
Benefícios Econômicos e Ambientais
A Schneider Electric defende que a eficiência energética deve ser vista não apenas como uma questão ambiental, mas também como um meio de reduzir custos e aumentar a produtividade. A empresa estima que suas tecnologias podem levar a uma redução de até 30% no consumo energético industrial, sem afetar a produção. Segrera menciona que, embora algumas empresas brasileiras já invistam em eficiência energética, a prática ainda não é generalizada em todo o setor produtivo. O executivo também destacou que o Brasil possui um excesso de energia, o que representa uma oportunidade para novos investimentos e desenvolvimento, capitalizando a disponibilidade energética do país.
Fonte: www.poder360.com.br

