Dólar Americano Mostra Força Inesperada Após Correção
Após a maior queda global desde 2017, impulsionada por incertezas políticas nos Estados Unidos, o dólar americano, apesar de ainda negociado cerca de 15% acima de seu valor justo, tende a perder força em sua trajetória de enfraquecimento. Economistas do Goldman Sachs preveem que a moeda americana já superou a fase mais intensa de sua correção e que, na ausência de choques macroeconômicos severos ou cortes agressivos na taxa de juros, os movimentos de desvalorização devem se tornar mais contidos.
EUA Lideram Crescimento Global em 2026 com Impulso da IA
Um dos principais fatores que sustentam a perspectiva de um dólar mais resiliente em 2026 é a projeção de crescimento econômico dos Estados Unidos. O Goldman Sachs estima uma alta de 2,8% no PIB americano para o ano, superando o consenso de mercado de 2,5%. Essa expansão é parcialmente atribuída aos avanços em inteligência artificial, que têm aumentado a produtividade e impulsionado o mercado de ações dos EUA. O banco sugere que um desempenho econômico robusto pode manter a avaliação do dólar em patamares elevados, embora não preveja uma reversão completa das tendências observadas nos últimos anos, mas sim um ajuste mais gradual.
Real Brasileiro: Otimismo Persiste com Juros e Risco Global
Apesar da resiliência projetada para o dólar, o Goldman Sachs mantém um otimismo moderado em relação ao real brasileiro. A moeda brasileira deve se beneficiar de um maior apetite global por risco em 2026 e do diferencial de juros, que permanece elevado. Riscos eleitorais foram identificados, mas o banco avalia que parte significativa já está precificada no mercado, criando uma assimetria positiva para o real. A valorização da moeda brasileira em 2025, impulsionada por fundamentos como a melhora dos termos de troca, contribui para a manutenção de um “colchão saudável de valuation”.
Euro em Ascensão com Gastos Fiscais na Europa
Para a moeda europeia, o Goldman Sachs antecipa uma contínua apreciação. O euro, que já registrou ganhos expressivos no ano anterior, deve continuar a se beneficiar da expectativa de recuperação cíclica na Europa. O aumento dos gastos fiscais, com destaque para a Alemanha, é apontado como um motor importante para essa tendência de valorização da moeda única.
Fonte: neofeed.com.br




