sábado, agosto 15, 2026
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Habib’s: Prazo se Esgota para Evitar Recuperação Judicial com Dívida de R$ 312 Milhões e Liberação de R$ 3,3 Milhões do Daycoval

Corrida Contra o Tempo para Evitar o Pior

A rede Habib’s encontra-se em uma corrida frenética contra o tempo para fechar acordos com seus credores. O prazo final para evitar um pedido de recuperação judicial é 1º de setembro. Com uma dívida acumulada de R$ 312,4 milhões, a empresa obteve uma proteção judicial em julho, que foi ampliada em agosto, garantindo a continuidade de suas operações ao impedir execuções de cobranças. No entanto, a situação permanece crítica, com novas demandas surgindo e a necessidade urgente de renegociar passivos.

Recursos Liberados, Mas Desafios Persistem

Em um movimento recente, a Justiça determinou que o banco Daycoval liberasse R$ 3,3 milhões que estavam retidos em recebíveis de cartões de crédito e contas bancárias da rede. Essa decisão, embora positiva, é apenas uma pequena parcela dos desafios financeiros enfrentados pelo grupo. A empresa ainda lida com cobranças de outros credores, como a Bamko, que busca R$ 4,5 milhões referentes ao fornecimento de brindes promocionais, e enfrenta um pedido de despejo de uma loja em São Bernardo do Campo, com uma dívida de aluguel e encargos de R$ 393 mil.

Proteção Judicial Ampliada e Seus Limites

A proteção judicial concedida ao Grupo Gennius Brasil, holding que administra as redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, foi ampliada em segunda instância no Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão estendeu os efeitos da tutela cautelar para abranger todas as possíveis cobranças judiciais, vedando atos constritivos, retenções de recebíveis e a aplicação de cláusulas de vencimento antecipado sobre o caixa da empresa. A decisão original, proferida em 1º de julho, já suspendia execuções de dívidas que pudessem ser incluídas em uma futura recuperação judicial.

Especialistas Alertam para Recuperação Judicial

Especialistas em direito empresarial indicam que o cenário é desafiador para o Habib’s. O curto prazo da proteção judicial, somado à dificuldade em fechar acordos com instituições financeiras, que tendem a buscar a execução das dívidas, aumenta a pressão sobre a rede. Fornecedores, por outro lado, costumam demonstrar maior flexibilidade. Contudo, sem a formalização de acordos antes do fim da blindagem judicial, a tendência é que a empresa recorra ao pedido de recuperação judicial. A expectativa é que, diante do volume de processos e da ausência de um plano de pagamentos concreto, a solicitação seja protocolada antes do vencimento do prazo atual.

O Futuro do Conglomerado

O conglomerado, que opera aproximadamente 300 lojas do Habib’s, 200 do Ragazzo e sete do Tendall Grill, tem em suas mãos a responsabilidade de reestruturar suas finanças para garantir sua sobrevivência. A falta de acordo com credores e a continuidade das cobranças podem acelerar o processo que leva à recuperação judicial, um caminho que, segundo especialistas, parece cada vez mais provável se os acordos não forem firmados rapidamente.

Fonte: neofeed.com.br

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