sexta-feira, agosto 14, 2026
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El Niño Muito Forte é Quase Certeza: 95% de Probabilidade Segundo Agência dos EUA e 100% de Continuidade no Brasil até 2027

Alerta Climático Global

A probabilidade de um evento El Niño de categoria ‘muito forte’ atingir o planeta chegou a 95%, de acordo com projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. Essa avaliação se alinha com o mais recente boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Brasil, que projeta 100% de chance de o fenômeno permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. Um El Niño ‘muito forte’ é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico que supera os 2°C.

Impactos Distintos no Brasil: Sul e Norte em Foco

Historicamente, a Região Sul do Brasil é a mais impactada pelo El Niño. As previsões indicam um aumento na frequência de chuvas acima da média, com potencial para temporais severos, elevação do nível dos rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Em contraste, a Região Norte, especialmente a Amazônia, deve enfrentar um cenário de redução significativa das chuvas. As temperaturas tendem a ficar acima da média, e o início da estação chuvosa pode ser atrasado.

Seca e Risco de Incêndios na Amazônia

O boletim do Inmet ressalta que esse padrão climático na Amazônia favorece a persistência da estiagem. A consequência direta é a diminuição da disponibilidade de água, o aumento do ressecamento da vegetação e, consequentemente, uma ampliação considerável do risco de incêndios florestais. A redução gradual dos níveis dos rios também é um efeito esperado, com indicadores já apontando para o avanço da estiagem em diversas sub-bacias amazônicas, apesar de muitas bacias hidrográficas ainda apresentarem condições próximas da normalidade.

Perspectivas e Monitoramento Contínuo

Diante da alta probabilidade de um El Niño intenso e prolongado, órgãos meteorológicos nacionais e internacionais reforçam a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas. A adaptação às mudanças previstas e a adoção de medidas preventivas são cruciais para mitigar os impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes desses eventos extremos, tanto no Sul quanto na Região Norte do Brasil.

Fonte: viva.com.br

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