Fim de um ciclo de reestruturação
A Viveo, empresa do setor de saúde, anuncia o encerramento de um intenso período de seis trimestres focado em ajustes estratégicos. A companhia concentrou esforços na redução de custos, renegociação de dívidas e aprimoramento da eficiência operacional. O segundo trimestre de 2026 marca o fim dessa fase, com resultados que indicam uma mudança de cenário.
Resultados financeiros em ascensão
No segundo trimestre de 2026, a Viveo apresentou receita líquida de R$ 2,9 bilhões, um avanço de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 216,7 milhões, representando um crescimento expressivo de 21,8% e o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2023. A margem Ebitda ajustada subiu de 6,3% para 7,4%, e a margem bruta atingiu 16,6%, demonstrando um foco renovado em rentabilidade.
Desalavancagem e renegociação de dívidas
A alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, caiu para 3,73 vezes, marcando a quinta redução consecutiva. Essa melhora foi impulsionada pela renegociação de dívidas, com 93% do passivo agora concentrado no longo prazo e um prazo médio de 7,3 anos. A empresa conseguiu estender os principais vencimentos para 2029 em diante, garantindo uma folga de dois anos e meio sem amortizações relevantes de principal.
Aumento de capital para impulsionar o futuro
Paralelamente à gestão da dívida, a Viveo planeja um aumento de capital de até R$ 869,8 milhões. A DNA Capital, com apoio de investidores, já se comprometeu com uma subscrição mínima de R$ 427 milhões. Caso o montante total seja alcançado, a expectativa é reduzir a dívida bruta em mais de 25% e a alavancagem em mais de uma vez o Ebitda. Essa operação visa aliviar as despesas financeiras, com projeções de economia anualizada de juros significativas, especialmente com a expectativa de queda da Selic.
Perspectivas e valor de mercado
Apesar de ainda apresentar prejuízo líquido, que diminuiu 52% no trimestre, a Viveo demonstra otimismo com a combinação de desalavancagem, o potencial aumento de capital e a queda da taxa básica de juros. O CFO da companhia, Frederico Oldani, projeta uma redução gradual do prejuízo e a retomada de resultados positivos. Atualmente, a ação VVEO3 acumula queda de 64,2% em 2023, com valor de mercado de R$ 816,6 milhões, mas a empresa sinaliza uma transição de uma fase de turnaround para uma de “melhoria contínua”.
Fonte: neofeed.com.br

