sábado, agosto 1, 2026
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Vale Supera Expectativas em Ebitda e Geração de Caixa Apesar de Turbulência Externa e Queda no Lucro Líquido

Vale Apresenta Resultados Robustos em Meio a Cenário Externo Desafiador

A Vale divulgou seus resultados do segundo trimestre, demonstrando resiliência e superando as expectativas do mercado em indicadores chave como Ebitda ajustado e geração de caixa livre. Apesar de um cenário internacional turbulento, marcado pela alta do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio, a mineradora alcançou uma produção recorde de 84,25 milhões de toneladas de minério de ferro no período. O CFO, Marcelo Bacci, destacou os resultados satisfatórios e o feedback positivo recebido do mercado.

Ebitda e Geração de Caixa em Alta

O Ebitda ajustado da Vale atingiu US$ 3,67 bilhões, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. O Ebitda Proforma, que exclui itens não recorrentes e despesas relacionadas a Brumadinho, apresentou um crescimento ainda mais expressivo de 19%, chegando a US$ 4 bilhões. A geração de caixa livre também foi um ponto forte, com um crescimento de 49% e um total de US$ 1,5 bilhão. Esses indicadores permitiram a redução da dívida líquida expandida em 4%, para US$ 16,6 bilhões.

Lucro Líquido e Revisão de Custos

Contudo, o lucro líquido da companhia registrou uma queda de 35%, totalizando US$ 1,37 bilhão, abaixo das projeções de mercado. A mineradora atribuiu essa retração a fatores como perdas com derivativos e despesas não recorrentes. Bacci ressaltou que, no setor, o Ebitda e a geração de caixa são métricas mais relevantes de performance, pois o lucro líquido pode ser influenciado por efeitos não recorrentes e variações cambiais. Diante do cenário, a Vale revisou suas projeções de custos para 2026. Os custos de minério de ferro foram ajustados para cima, refletindo a expectativa de um real mais forte e preços de petróleo mais elevados. Por outro lado, os custos de cobre e níquel foram revisados para baixo, impulsionados pela alta de preços de subprodutos como ouro e do próprio níquel.

Revisão de Guidances e Perspectivas Futuras

A mineradora ajustou o guidance do custo caixa C1 do minério de ferro para US$ 22,50-US$ 23,50 por tonelada e o custo all-in para US$ 58-US$ 62 por tonelada. Para cobre, o custo all-in foi revisado de US$ 1.000-US$ 1.500 para US$ 500 por tonelada. No níquel, a estimativa caiu de US$ 12.000-US$ 13.500 para US$ 10.000-US$ 11.500 por tonelada. A Vale também elevou suas projeções de produção para cobre e níquel em 2026.

Reação do Mercado e Dividendos

A receita líquida da Vale cresceu 19%, alcançando US$ 10,49 bilhões, com avanços em todos os segmentos. A empresa anunciou a distribuição de R$ 8,64 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, além de um programa de recompra de ações. Analistas do Itaú BBA e BTG Pactual avaliaram o resultado como positivo e acima das expectativas, destacando a geração de caixa, a redução da dívida e o potencial de crescimento da divisão de metais básicos. As ações da Vale apresentaram leve alta, refletindo uma valorização de 6,5% no ano.

Fonte: neofeed.com.br

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