quinta-feira, julho 30, 2026
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Novas Canetas Emagrecedoras Aprovadas pela Anvisa: Nenhuma Produzida no Brasil e Mercado em Expansão R$ 13,3 Bilhões

Anvisa Libera Cinco Novas Canetas Emagrecedoras, Mas Produção Estrangeira Domina o Mercado

Mercado Bilionário de Semaglutida Movimenta R$ 13,3 Bilhões em 12 Meses, com Liderança de Mounjaro e Concorrência Crescente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de mais cinco canetas emagrecedoras compostas pelo princípio ativo semaglutida. As novas marcas aprovadas são Owozy (Ávita Care), Zempneo e Semavy (ambas da Hypera), Seemasun (Sun Pharma) e Orsema (Ranbaxy). Essa liberação ocorre em um momento de acirrada disputa pelo mercado de medicamentos para perda de peso, que já movimentou R$ 13,3 bilhões nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Close-Up International Brasil.

Produção Fora do Brasil: Um Padrão na Nova Onda de Medicamentos Emagrecedores

Apesar da aprovação de novas opções, um ponto crucial chama a atenção: nenhuma das cinco canetas registradas terá sua produção realizada no Brasil. A Hypera Pharma, por exemplo, lançará a Semavy sob a marca Mantecorp, com fabricação na Índia pela Sun Pharma, com previsão de chegada às farmácias em até dois meses. A Zempneo, outra marca da Hypera, não terá produção inicial no país, em uma estratégia para avaliar a demanda de mercado. Já a Sandoz comercializará a semaglutida da Ávita Care, que será fabricada no Canadá, com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China.

Expansão do Mercado e Concorrência Aumentada

A chegada desses novos produtos promete intensificar a competição em um mercado em franca expansão. Atualmente, o Mounjaro (tirzepatida), da Eli Lilly, lidera as vendas com R$ 8,5 bilhões, seguido por Wegovy (R$ 3,7 bilhões) e Ozempic (R$ 1,1 bilhão), ambos da Novo Nordisk. A expectativa é que o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras atinja R$ 19 bilhões até 2026, segundo projeções do Itaú BBA. A entrada de novos concorrentes já tem impactado os preços, com uma redução de até 35% em alguns medicamentos, incluindo o Mounjaro.

EMS Amplia Portfólio com “Clone” da Ozivy e Nova Marca

Em paralelo, a farmacêutica brasileira EMS também se movimenta no segmento. A empresa já registrou o “medicamento clone” da Ozivy, que foi considerado medicamento referência pela Anvisa. A nova caneta, que se chamará Semaclick, deve ser lançada até o final do ano. A EMS planeja produzir 700 mil unidades da Semaclick em 12 meses, somando-se à produção de 1,2 milhão de unidades da Ozivy no mesmo período. Nos primeiros 15 dias de comercialização, a Ozivy da EMS já faturou R$ 100 milhões com a venda de 230 mil unidades.

O Futuro da Produção Nacional de Semaglutidas

A situação atual levanta um debate sobre a capacidade e o investimento na produção nacional de medicamentos de alta demanda. Embora a Anvisa tenha agilizado o processo de análise de pedidos, com 11 de 24 pedidos de semaglutidas já analisados e seis aprovados, a produção local ainda enfrenta barreiras. A liberação em bloco de novas canetas, sem fabricação no Brasil, evidencia a dependência de importação para atender a crescente demanda por tratamentos de perda de peso.

Fonte: neofeed.com.br

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