PT entra com representação contra vídeo de IA de Bolsonaro
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou neste domingo (26.jul.2026) uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma notícia de fato ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação visa apurar a exibição de um vídeo com inteligência artificial (IA) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, ocorrido no sábado (25.jul.2026).
Alegações de uso de deepfake e desrespeito à Justiça
Segundo o PT, o vídeo em questão configura o uso de deepfake, prática vedada pela Justiça Eleitoral, com o objetivo de promover politicamente Flávio Bolsonaro, que foi apresentado como o sucessor político do pai. O partido argumenta que a utilização de IA generativa, com elevado grau de realismo na imagem e voz de Bolsonaro, conferiu maior autenticidade, impacto emocional e poder persuasivo à mensagem eleitoral.
Vídeo exibido em convenção do PL
Na convenção nacional do PL, o vídeo mostrou uma representação de Bolsonaro declarando estar “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária”. Na gravação, a imagem do ex-presidente ainda aponta Flávio como “futuro presidente” e solicita aos apoiadores que o recebam bem. A representação, encaminhada em conjunto com o PV e o PC do B, destaca que a ilicitude da conduta é potencializada pelo uso da tecnologia.
PT vê tentativa de burlar proibição judicial
Além da representação ao TSE, o PT enviou uma notícia de fato ao ministro Alexandre de Moraes, alegando que o PL tentou burlar a ordem judicial que proíbe Bolsonaro de se manifestar em redes sociais, seja direta ou indiretamente. O partido sustenta que o discurso gerado por IA foi planejado para alcançar um grande público presente no evento e também espectadores através de transmissões ao vivo e cobertura midiática.
Semelhança com a “Carta aos Brasileiros”
O PT compara o vídeo de IA com a “Carta aos Brasileiros”, divulgada anteriormente por Bolsonaro nas redes sociais de Flávio. O partido vê uma semelhança no padrão de conduta e na finalidade político-eleitoral de ambos os materiais, buscando comunicação com os apoiadores. A legenda pede que a notícia de fato seja encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR) para análise.
Fonte: www.poder360.com.br

