quinta-feira, julho 30, 2026
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Lula consolida 12 palanques para 2026: PT garante governadores em 14 estados, mas Roraima é o entrave final

PT aposta em frente ampla e cede em negociações para garantir apoio em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu um avanço significativo na articulação política para 2026, assegurando 12 candidaturas do partido a governos estaduais e formando alianças em 14 estados. A estratégia visa replicar a “frente ampla” que o alçou de volta à Presidência em 2022, com a montagem de palanques regionais sendo uma prioridade no primeiro semestre. Para tal, o PT demonstrou flexibilidade, abrindo mão da cabeça de chapa em favor de aliados com maior potencial eleitoral em estados como Amapá, Paraíba e Sergipe.

Roraima surge como único ponto de impasse nas articulações estaduais

Apesar do sucesso geral, Roraima se apresenta como o principal desafio para o PT. Candidatos potenciais no estado têm evitado associar suas campanhas às cores do partido e à figura de Lula, possivelmente devido ao perfil conservador da população local. A derrota da candidata petista na eleição suplementar para governadora em Roraima, Nelita Frank, que agora busca uma vaga na Assembleia Legislativa, ilustra a dificuldade de penetração na região. O partido tem um prazo apertado, até 5 de agosto, para oficializar suas candidaturas e coligações nas convenções partidárias, com os registros devendo ser submetidos à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A convenção nacional do PT está marcada para 2 de agosto, seguida por um ato de lançamento oficial da candidatura de Lula à reeleição em São Bernardo do Campo (SP) no dia 16.

Governadores petistas buscam reeleição em cenário competitivo

Três governadores petistas disputam a reeleição em 2026: Carlos Massa Ratinho Junior (Paraná), que busca o segundo mandato, e os governadores com mandatos em andamento, como o governador do Piauí, Wellington Dias. Em outros estados, o PT apoiará candidatos como o atual governador do Pará, Helder Barbalho, que busca a reeleição, e o governador do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. No entanto, alguns desses governadores enfrentam cenários eleitorais desafiadores. Somente Fonteles (PI) lidera as pesquisas em seu estado, enquanto Jerônimo Rodrigues (BA) aparece em segundo lugar. No Ceará, Elmano de Freitas enfrentaria dificuldades contra Ciro Gomes (PSDB), apoiado por Flávio Bolsonaro. Nos estados onde o PT apoia candidatos à reeleição em alianças, como no Tocantins com Wanderlei Barbosa e no Acre com Gladson Cameli, as pesquisas indicam favoritismo, com exceção de Clécio Luís (AP), que perderia para Dr. Furlan em um eventual segundo turno.

Minas Gerais e Goiás mostram os desafios internos na formação de candidaturas

Mesmo em estados onde os palanques estão definidos, Lula enfrentou resistências. Em Goiás, a tentativa de emplacar Adriana Accorsi (PT) no governo e Aava Santiago (PSB) no Senado não obteve sucesso, resultando na pré-candidatura de Luís César Bueno ao governo, com projeções eleitorais modestas. Minas Gerais, um colégio eleitoral crucial, apresentou obstáculos significativos. Nomes como o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), declinaram da disputa. A ex-prefeita Marília Campos (PT) priorizou o Senado, levando à escolha do deputado Patrus Ananias como pré-candidato ao governo, anunciado recentemente. A disputa em Minas é historicamente decisiva para as eleições presidenciais, dado seu peso no colégio eleitoral.

Fonte: www.poder360.com.br

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