Eduardo Bolsonaro reage à condenação com postagem irônica
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou seu perfil na rede social X (antigo Twitter) na quarta-feira (17.jun.2026) para reagir à notícia de sua condenação a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua publicação, Eduardo compartilhou uma montagem com a imagem do ministro Alexandre de Moraes ao lado de Voldemort, o principal vilão da saga Harry Potter, acompanhada de um texto questionando a celeridade da justiça brasileira.
“Há 1 ano e 4 meses que moro nos EUA. Imprensa noticia -pois jamais fui intimado sobre este tal processo- que agora fui condenado por crime praticado nos EUA? Será então que a Justiça do Brasil é mais rápida do que a dos EUA para investigar e punir crimes cometidos nos EUA?”, escreveu o ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Ministro do STF é alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro
Voldemort, personagem fictício conhecido por sua busca por poder e eliminação de opositores, é usado por Eduardo Bolsonaro como forma de crítica ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que resultou na condenação. O ex-deputado tem sido um crítico frequente do magistrado e, horas após a divulgação da sentença, solicitou ao ex-presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, que sejam retomadas as sanções norte-americanas contra o ministro. Eduardo classificou Moraes como “violador de direitos humanos” e declarou não reconhecer o processo, alegando que o ministro atuou tanto como vítima quanto como julgador.
Detalhes da condenação e seus efeitos
A condenação de Eduardo Bolsonaro pela 1ª Turma do STF ocorreu pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com o voto do ministro Alexandre de Moraes, o ex-deputado teria atuado nos Estados Unidos com o intuito de pressionar membros da Corte durante o julgamento de uma ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O artigo 344 do Código Penal define este crime como o uso de violência ou grave ameaça contra envolvidos em processos judiciais, policiais ou administrativos, com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros.
Além da pena de prisão, Eduardo foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, totalizando R$ 162,1 mil, e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, além de ficar inelegível. No entanto, os efeitos da condenação não são imediatos. A defesa de Eduardo poderá apresentar recursos, como embargos de declaração, após a publicação do acórdão. A execução da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidades de recurso, a menos que o STF determine uma prisão preventiva. Caso haja uma condenação definitiva ou ordem de prisão, o Brasil poderá solicitar a extradição do ex-deputado aos Estados Unidos.
Fonte: www.poder360.com.br

