Extravasamento em Ouro Preto Controlado
A Vale informou que um extravasamento de água ocorreu em uma de suas minas na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Em comunicado, a mineradora reforçou que o incidente não possui qualquer relação com as barragens da empresa na região. Segundo a Vale, as estruturas de contenção de rejeitos permanecem estáveis e seguras, sendo monitoradas continuamente.
Estudo Revela Impactos Ampliados dos Rejeitos de Brumadinho
Um estudo recente do Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (Nacab) aponta que as consequências ambientais do rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, da própria Vale, são mais extensas do que se imaginava. Os rejeitos atingiram uma área de, no mínimo, 2,4 mil hectares, impactada pelas enchentes que assolaram municípios da região nos anos de 2020 e 2022.
Dano Contínuo Subsequente: Enchentes Espalham Contaminantes
O estudo destaca que a enchente de 2022 provocou um aumento de 119,1% nos impactos ambientais, medidos por índices minerais. A pesquisa quantificou o fenômeno do “Dano Contínuo Subsequente”, demonstrando como eventos hidrológicos extremos transportam contaminantes e expandem ativamente os efeitos do desastre original. A análise se concentrou na região do médio Paraopeba, abrangendo dez municípios.
Vale Contesta Semelhança entre Sedimentos e Rejeitos
O rompimento da barragem em Brumadinho, que completa sete anos, causou a morte de 272 pessoas e afetou 24 mil indivíduos, liberando mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Paraopeba. Em resposta aos estudos, a Vale informou que, após as enchentes de 2022, análises realizadas por empresas especializadas em cerca de 100 amostras coletadas na bacia do rio Paraopeba não encontraram semelhança entre os sedimentos e os rejeitos da barragem.
Fonte: viva.com.br




