EUA almejam exploração de minerais e gás natural
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que as negociações em andamento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre a Groenlândia incluem a concessão de direitos de mineração a Washington e países aliados europeus. Em entrevista à CNBC, Trump afirmou que o território autônomo, rico em petróleo, gás natural e minerais, é considerado estratégico para a segurança nacional dos EUA.
Sistema antimísseis e segurança nacional em foco
Além da exploração de recursos, as conversas com a OTAN também abrangem a colaboração na construção do sistema antimísseis “Domo de Ouro”. Trump destacou a importância estratégica da Groenlândia, argumentando que, em caso de conflito, ataques poderiam passar pela região. Ele comparou o projeto a um escudo “mil vezes maior que o Domo de Ferro” de Israel, mencionando que os EUA não arcarão com os custos, pois já possuem tecnologia avançada para a empreitada, ideia que remonta à gestão de Ronald Reagan.
Acesso irrestrito e desdobramentos diplomáticos
Em declarações à Fox News, Trump reiterou o desejo de um “acesso total” e sem limite de tempo à Groenlândia, classificando a questão como de interesse internacional, não apenas de segurança nacional. O presidente americano descartou o uso de força militar para anexar o território, mas não detalhou as complexas negociações. Após uma reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump anunciou a suspensão de tarifas contra a Dinamarca e outros sete países europeus que apoiaram Copenhague na proteção da Groenlândia.
OTAN reconhece importância estratégica do Ártico
Mark Rutte, por sua vez, endossou a visão de Trump sobre a necessidade de proteger o Ártico da influência russa e chinesa. Ele confirmou que a OTAN está trabalhando coletivamente para defender a região, ressaltando que sete dos oito países fronteiriços com a Groenlândia são membros da aliança. Especialistas apontam que o interesse dos EUA na Groenlândia pode estar ligado ao controle de rotas marítimas para conter o avanço comercial chinês na região.
Fonte: jovempan.com.br




