Almoço Privado na Casa Branca
O presidente Donald Trump recebeu, em caráter privado, a líder opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca nesta quinta-feira (15). O encontro busca reforçar a linha direta de Machado com o governo americano, em um momento de consolidação do diálogo entre Washington e Caracas.
Machado chegou ao complexo presidencial pouco antes das 12h30, sem fazer declarações à imprensa. Sua entrada não seguiu o protocolo usual para dignitários na ala oeste da Casa Branca. A administração Trump manteve um tom discreto sobre a reunião, apesar de Trump ter expressado anteriormente que seria uma honra receber Machado e até mesmo cogitado compartilhar o Prêmio Nobel da Paz, que ela dedicou a ele.
Ofensiva Contra Maduro e Nova Abordagem com Caracas
A ofensiva de Trump contra o regime de Nicolás Maduro, com acusações de narcoturáfico, gerou grande repercussão. No entanto, o presidente americano lançou um balde de água fria na oposição ao declarar que, embora considerasse Machado uma pessoa simpática, não a via como líder do país. Em contrapartida, Trump revelou ter tido uma conversa telefônica “longa” com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, sobre temas como petróleo, minerais, comércio e segurança. Trump descreveu Rodríguez como uma líder “formidável”, enquanto ela classificou o diálogo como “produtivo e cordial” e um “marco de respeito mútuo”.
Primeira Venda de Petróleo Apreendido e Sanções
Em um desenvolvimento significativo, os Estados Unidos confirmaram a primeira venda de petróleo venezuelano apreendido, no valor de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões). O montante será depositado em contas controladas pelo Departamento do Tesouro. Uma porta-voz da Casa Branca declarou que Trump “protege” o continente americano “contra os narcoterroristas, os traficantes de drogas e os adversários estrangeiros que buscam tirar proveito”. Paralelamente, o governo americano anunciou a apreensão de um sexto petroleiro submetido a sanções no Caribe.
Apoio Contínuo e Planos Futuros
María Corina Machado deixou a Venezuela em dezembro, após quase um ano em clandestinidade, com apoio logístico dos Estados Unidos. Após receber o Prêmio Nobel da Paz, ela tem mantido uma agenda discreta, com contatos pontuais, incluindo um encontro com o Papa Leão XIV em Roma. Apesar dos reveses, Machado mantém um tom otimista, afirmando que a “derrota do mal” na Venezuela está mais próxima. Após sua reunião com Trump, ela tem agenda marcada no Senado para encontros com parlamentares democratas e republicanos.
Fonte: jovempan.com.br




