Trump critica Putin e fala em “progresso” na Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3.jan.2026) sua insatisfação com as ações do presidente russo, Vladimir Putin, na guerra da Ucrânia, afirmando que o líder do Kremlin “está matando gente demais”. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas, em meio à divulgação de informações sobre uma operação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Trump reiterou sua posição de que a guerra “nunca teria acontecido” se ele estivesse na presidência dos EUA na época em que o conflito escalou, referindo-se à gestão de Joe Biden. Apesar das críticas a Putin, o presidente americano também indicou que há “progresso” nas negociações para encerrar o conflito na Ucrânia, que se aproxima de completar quatro anos.
Operação militar nos EUA captura Nicolás Maduro na Venezuela
A fala de Trump sobre a Rússia ocorreu horas após os Estados Unidos executarem um “ataque em larga escala” na Venezuela. Segundo o presidente, a operação resultou na captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, confirmou que Trump ordenou a captura na noite de sexta-feira (2.jan.2026), com a operação sendo realizada na madrugada de sábado.
A ação envolveu ataques a quatro alvos no país, com 150 caças e bombardeios neutralizando sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares transportaram tropas para Caracas, em uma missão que durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Controvérsias sobre a operação e o futuro da Venezuela
A iniciativa americana levanta questionamentos sobre a legalidade, uma vez que não houve aprovação do Conselho de Segurança da ONU, o que Trump considera desnecessário. Há também dúvidas sobre o descumprimento de leis americanas, já que a operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso, algo que o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou não ter sido possível antecipar.
O número de mortos e feridos na ação ainda é incerto, com autoridades venezuelanas afirmando que civis morreram, enquanto um oficial americano negou baixas entre as tropas dos EUA. Trump anunciou que os Estados Unidos assumirão temporariamente a administração do país até que uma transição política seja definida, embora a Constituição venezuelana preveja que o poder seja exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Rodríguez, em pronunciamento, contestou as declarações de Trump, classificou a ação como violação da soberania e afirmou que Maduro permanece o presidente legítimo, declarando que a Venezuela não será colônia de nenhum país.




