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Trump afirma que ele manda na Venezuela após captura de Maduro em operação militar dos EUA

Trump se autodeclara líder da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na última segunda-feira (5.jan.2026) que ele é quem comanda a Venezuela. A afirmação foi feita em entrevista à jornalista Kristen Welker, da emissora NBC News, dois dias após uma operação militar americana resultar na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Questionado se figuras como Marco Rubio (secretário de Estado), Pete Hegseth (secretário de Guerra) e Stephen Miller (vice-chefe de gabinete), além do vice-presidente JD Vance, seriam os mais importantes no comando do país, Trump confirmou e, ao ser indagado sobre quem seria a pessoa mais importante, respondeu: “Eu”.

Eleições adiadas e ameaça de nova intervenção

Trump descartou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, argumentando que o país “precisará ser consertado” antes de qualquer pleito. O presidente americano também sinalizou a possibilidade de uma nova incursão militar caso Delcy Rodríguez, que tomou posse como presidente interina na segunda-feira (5.jan), deixe de cooperar com as autoridades dos EUA ou “não se comporte”.

Operação militar e questionamentos legais

O anúncio da operação militar ocorreu no sábado (3.jan) através do perfil de Trump na rede Truth Social. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, a ordem de captura de Maduro foi dada na noite de sexta-feira (2.jan), com a operação sendo executada na madrugada de sábado. A ação incluiu ataques a quatro alvos na Venezuela com 150 caças e bombardeiros, que neutralizaram sistemas de defesa aérea. Helicópteros militares americanos transportaram tropas para Caracas, em uma missão que durou cerca de duas horas e 20 minutos.

A operação levanta questionamentos sobre a legalidade, uma vez que os EUA realizaram uma ação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU, algo que Trump considera desnecessário. Há também dúvidas sobre o descumprimento de leis americanas, pois a operação deveria ter sido aprovada previamente pelo Congresso. O secretário de Estado, Marco Rubio, alegou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.

Incertezas sobre baixas e o futuro da Venezuela

Até o momento da publicação, não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos na operação. Autoridades venezuelanas afirmaram que civis morreram, enquanto um oficial americano relatou a ausência de baixas entre as tropas dos EUA, sem se pronunciar sobre eventuais vítimas venezuelanas.

Inicialmente, Trump afirmou que os EUA assumiriam temporariamente a administração do país até a definição de uma transição política, focando em declarações sobre a exploração e venda de petróleo venezuelano. Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez. Trump mencionou que Rodríguez teria manifestado disposição para cooperar com as ações lideradas pelos EUA.

Em pronunciamento, Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação como violação da soberania venezuelana e reafirmou Maduro como presidente legítimo. Ela declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional, enfatizando que o país não será colônia de nenhuma outra nação.

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