terça-feira, março 3, 2026
Google search engine
HomeNotíciasSTF: Servidores Públicos são Suspeitos de Vazar Dados Sigilosos de Ministros e...

STF: Servidores Públicos são Suspeitos de Vazar Dados Sigilosos de Ministros e Familiares; PF Cumpre Mandados

Servidores Públicos Sob Investigação por Vazamento de Dados Sigilosos do STF

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17.fev.2026), uma operação com quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A ação visa servidores públicos suspeitos de acessar ilegalmente dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e faz parte de um inquérito que apura possíveis vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal, originado na investigação das chamadas fake news, iniciada em 2019 e que tramita sob sigilo.

Identificados os Suspeitos de Acesso Ilegal

Os alvos da investigação são os servidores Ricardo Mansano de Moraes, auditor da Receita Federal; Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento, ambos técnicos do Seguro Social; e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Os investigados deverão prestar depoimentos à Polícia Federal, que dará prosseguimento às apurações.

Contexto da Investigação e Medidas Cautelares

A decisão de Moraes de investigar o suposto vazamento de dados sigilosos de ministros e seus parentes, atribuído à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi divulgada em 13 de janeiro. Além das buscas, foram decretadas medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. O inquérito busca identificar quem acessou e quando as informações fiscais de magistrados e familiares foram acessadas, já que tais acessos são registrados nos sistemas por senha.

Divulgação de Dados Pessoais e Possíveis Conexões

Nas semanas anteriores à abertura do inquérito, dados pessoais de autoridades foram divulgados na mídia. No caso do ministro Alexandre de Moraes, foi citado um contrato de seu escritório de advocacia com o Banco Master. Para o ministro Dias Toffoli, informações sobre negócios familiares envolveriam operações financeiras que, em regra, só seriam acessíveis mediante quebra de sigilo. O STF destacou, em nota, que os acessos ilícitos aos sistemas da Receita Federal foram detectados sem justificativa funcional, configurando possível violação de sigilo funcional e exploração seletiva de informações para criar suspeitas artificiais.

Fonte: www.poder360.com.br

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments