Senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirma ter informações sobre pressão no TCU
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) declarou nesta segunda-feira (19.jan.2025) que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), estariam exercendo pressão sobre ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) no contexto do Caso Banco Master. Segundo Calheiros, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a pressão visa reverter a liquidação do banco. “Estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando o Tribunal de Contas da União, aliás, um setor do Tribunal de Contas da União, para que o Tribunal liquide a liquidação”, disse Calheiros em entrevista à GloboNews.
Conexões e Relatoria no Caso Master
As supostas pressões direcionadas a ministros indicados pelo Centrão ao TCU, com destaque para Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), ex-deputado e indicado pelo grupo, são apontadas como parte da estratégia. Jhonatan de Jesus é o relator do caso envolvendo o Banco Master, cujo proprietário é Daniel Vorcaro. O banqueiro teria se aproximado de políticos do Centrão durante o período de expansão das atividades do Master.
Arthur Lira Nega Acusações e Contra-ataca
Em resposta às declarações de Renan Calheiros, Arthur Lira divulgou uma nota afirmando que o senador “tem se especializado em criar fake news”. Lira acusou Renan de usar tais afirmações para “chantagear o Governo, o Parlamento e tentar limpar a biografia, muito manchada por mal feitos”. A rivalidade política entre Renan Calheiros e Arthur Lira é conhecida, especialmente na disputa pelas duas vagas de senador por Alagoas em 2026.
Posicionamento de Hugo Motta e Atuação do STF
Até o momento da publicação desta reportagem, Hugo Motta não havia se manifestado sobre as declarações de Renan Calheiros. O Poder360 informou que atualizará a matéria caso receba uma resposta. Renan Calheiros também comentou a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso. Ele classificou como “estranha” a forma como Toffoli “se apropriou da investigação” e transferiu o sigilo apurado para o presidente do Senado. Em dezembro, Toffoli determinou sigilo máximo sobre um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, após a divulgação de que a Corte havia recebido a solicitação.
Grupo de Trabalho na CAE para Supervisionar Investigações
Renan Calheiros é um dos principais defensores da criação de um grupo de trabalho na CAE para acompanhar as investigações do Caso Banco Master. A expectativa é que os trabalhos comecem com pelo menos 11 integrantes após o fim do recesso parlamentar, em 2 de fevereiro.
Fonte: www.poder360.com.br




