Manifestação no Consulado Americano
Um grupo de aproximadamente 200 pessoas se reuniu na tarde desta segunda-feira (5) em frente ao Consulado dos Estados Unidos, localizado na zona sul de São Paulo. O protesto teve como principal bandeira a exigência pela libertação do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, capturados no último sábado (3) por ordem do presidente americano, Donald Trump.
Críticas à “Agressão Imperialista”
Os manifestantes expressaram veementemente sua oposição à ação de Trump, classificando-a como uma “agressão imperialista” e uma grave violação do direito internacional. Segundo os presentes, a operação atenta contra a soberania da Venezuela e representa uma ameaça à estabilidade regional. Gritos de “Maduro livre” ecoaram, acompanhados de acusações de que os EUA estariam estimulando conflitos e desestabilizando governos soberanos. O grupo também defendeu a América Latina como um “território de paz”, livre de ingerência estrangeira.
Contexto da Captura e Acusações
A manifestação em São Paulo ocorre em paralelo à audiência de custódia de Maduro e Flores em um tribunal de Nova York, nos EUA. O casal enfrenta acusações de narcoterrorismo, importação de cocaína para os EUA e crimes relacionados a armas, tendo se declarado inocente de todas as acusações. Donald Trump anunciou a captura em seu perfil na rede Truth Social, detalhando uma operação militar que envolveu ataques a sistemas de defesa aérea venezuelanos e a neutralização de alvos estratégicos.
Questionamentos Legais e Humanitários
A operação militar americana em território venezuelano levanta questionamentos sobre a ausência de aprovação prévia do Conselho de Segurança da ONU, algo que Trump considera desnecessário. Além disso, há dúvidas sobre o cumprimento de leis americanas, uma vez que a operação deveria ter sido aprovada pelo Congresso, o que, segundo o secretário de Estado Marco Rubio, não foi possível devido à urgência. Autoridades venezuelanas relataram mortes de civis durante a ação, enquanto o lado americano confirmou não haver baixas militares em suas fileiras.




