Tensão crescente na fronteira
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste sábado (3) a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela. A decisão surge em resposta a ações atribuídas aos Estados Unidos, que, segundo o ex-presidente Donald Trump, resultaram na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Petro classificou as ações de Washington como uma grave “agressão à soberania” da América Latina, alertando para o risco iminente de uma crise humanitária na região.
Pedido de reunião internacional
Apesar de defender a resolução pacífica da situação por meio do “diálogo”, o presidente colombiano ordenou o “desdobramento da força pública” na fronteira. A área é conhecida pela atuação de diversos grupos armados ilegais que se financiam com o narcotráfico. Petro solicitou uma reunião “imediata” da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas (ONU) para “estabelecer a legalidade internacional da agressão” dos Estados Unidos. A Colômbia, como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU em 2024, busca que o órgão seja convocado para discutir o caso.
Críticas às ações militares americanas
Petro tem sido um crítico contundente do desdobramento militar ordenado por Trump no Caribe nos últimos meses, com o objetivo declarado de combater o narcotráfico. O presidente colombiano determinou medidas para “preservar a estabilidade na fronteira”, embora relatos de agências de notícias indiquem normalidade no principal posto fronteiriço entre os dois países. O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, afirmou que a força pública ativou “todas as capacidades” para prevenir “qualquer tentativa de ataque terrorista” na fronteira por parte de grupos ilegais, como o ELN.
Contexto de operações ilegais
A fronteira entre Colômbia e Venezuela é um corredor de atuação para diversas guerrilhas. Estudos indicam que esses grupos se movimentam em território venezuelano com permissão do governo de Nicolás Maduro. Anteriormente, como parte de seu plano de combate ao narcotráfico, Trump havia mencionado a possibilidade de atacar laboratórios de produção de drogas na Colômbia, o que Petro classificou como uma ameaça de invasão.




