terça-feira, março 3, 2026
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Otan assume papel ampliado na segurança do Ártico e Groenlândia, anuncia Secretário-Geral

Otan intensifica atuação no Ártico

O Secretário-Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, anunciou nesta segunda-feira (26) que a aliança militar expandirá seu papel na segurança da região do Ártico e da Groenlândia. A declaração foi feita em meio a negociações sobre a Groenlândia com os Estados Unidos e em um contexto de crescente interesse geopolítico na área.

“Foram acordadas duas frentes de trabalho sobre a segurança da Groenlândia e do Ártico. Uma delas prevê que a Otan assuma mais responsabilidade na região”, declarou Rutte durante um painel na Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu. Ele acrescentou que o objetivo é também “evitar que Rússia e China tenham mais acesso ao Ártico”, reforçando a importância da cooperação entre Europa e Otan, que, segundo ele, está “melhor do que nunca”.

União Transatlântica como Pilar da Segurança

Rutte enfatizou a necessidade de a aliança militar permanecer unida, alertando que a ideia de a Europa se defender independentemente dos Estados Unidos é uma ilusão. Segundo ele, os países europeus teriam que dobrar seus gastos com defesa, alcançando cerca de 10% do PIB, para garantir sua segurança sem o apoio americano, um cenário consideravelmente mais oneroso do que os investimentos atuais.

“Vladimir Putin adoraria uma força de defesa europeia separada dos Estados Unidos”, alertou o Secretário-Geral, fazendo referência direta ao presidente russo e ao conflito na Ucrânia. Ele fez questão de ressaltar que as discussões sobre a segurança do Ártico são distintas das negociações relativas à Groenlândia, classificando os assuntos como “distintos”.

Apoio à Ucrânia e Flexibilidade em Empréstimos

Em outro ponto de sua intervenção, Mark Rutte abordou a questão do apoio financeiro à Ucrânia. Ele incentivou a União Europeia a não ser “excessivamente restritiva” nas condições do empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia para o biênio 2026-2027, que atualmente prioriza a compra de produtos fabricados dentro das fronteiras do bloco.

“Estou incentivando a União Europeia a garantir flexibilidade na forma como a Ucrânia pode usar o empréstimo para a compra de armas”, afirmou Rutte, buscando maior agilidade e eficácia na destinação dos fundos para o esforço de guerra ucraniano.

Fonte: jovempan.com.br

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