Nova Liderança em Meio a Desafios
José Barreto Campello Carvalheira não ocupa mais o cargo de coordenador-geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (CGCAN) no Ministério da Saúde. A informação foi confirmada pelo portal Futuro da Saúde. Barreto havia assumido a função em julho de 2024, sucedendo Fernando Maia, que deixou o cargo em abril do mesmo ano. Até o momento, o ministério não divulgou o nome do substituto. Esta marca a segunda alteração na liderança da coordenação desde a sua criação, em um período de implementação da nova política, que visa reorganizar o cuidado oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS).
Perfil Técnico em Momento de Transição
Com formação em medicina pela Universidade de Pernambuco, residência em clínica médica pela Unicamp e especialização em oncologia clínica, além de doutorado pela Unicamp e experiência como professor visitante na Universidade da Califórnia, José Barreto possui um perfil técnico notório. Sua nomeação ocorreu em um momento de significativa transição institucional para a área oncológica no Brasil.
A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer
Aprovada em dezembro de 2023, a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer tem como objetivo primordial garantir atenção integral ao paciente oncológico no SUS, desde o diagnóstico até o tratamento, buscando melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. Para que essas metas se concretizem, a política depende de uma forte coordenação federativa e articulação entre União, estados e municípios.
Avanços e Pontos de Atenção na Execução
Alguns avanços já foram observados, como a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama, a incorporação de novos medicamentos e a instituição do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco) no SUS. Esta última iniciativa visa estruturar o financiamento, aquisição, distribuição e dispensação de medicamentos oncológicos. Contudo, a efetivação da AF-Onco ainda requer a publicação de dez portarias complementares, com expectativa para os próximos meses, indicando que a execução da política ainda enfrenta desafios significativos.
Fonte: futurodasaude.com.br




