Defesa alegou urgência e gravidade após queda na madrugada
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6 de janeiro de 2026) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente fosse transferido para um hospital após uma queda ocorrida na madrugada. Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília por tentativa de golpe de Estado, teria batido a cabeça em um móvel.
A defesa de Bolsonaro solicitou a remoção imediata para o hospital DF Star, em Brasília, alegando “urgência e gravidade do quadro” e a necessidade de exames clínicos e de imagem para verificar possíveis danos neurológicos, mesmo após o atendimento inicial da PF. A equipe médica particular do ex-presidente avaliou que os exames realizados pela perícia da PF seriam insuficientes.
PF afirma que ferimentos são leves e não há necessidade de hospitalização
A Polícia Federal informou em nota que Bolsonaro relatou ter sofrido uma queda durante a madrugada e que a equipe de plantão constatou “ferimentos leves”, sem a necessidade de encaminhamento hospitalar. Inicialmente, a PF havia confirmado a ida do ex-presidente ao hospital após pedido de seu médico particular, mas posteriormente atualizou a informação, indicando que a transferência dependeria de autorização do STF.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, divulgou nas redes sociais que o ex-presidente “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel” e que ele não soube informar quanto tempo ficou desacordado. Ela expressou preocupação com a demora na realização de exames necessários para verificar possíveis traumas.
Moraes exige laudos médicos e questiona necessidade de exames adicionais
Em seu despacho, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal apresente os laudos sobre o atendimento médico prestado a Bolsonaro. O ministro escreveu que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”. Moraes também solicitou que a defesa esclareça quais exames específicos entende serem necessários, sugerindo que parte da avaliação médica pode ser realizada nas unidades do sistema carcerário.
Partido Liberal critica decisão do STF
O Partido Liberal (PL), sigla de Jair Bolsonaro, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de negar a ida do ex-presidente ao hospital. Em publicação nas redes sociais, o partido afirmou que “estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje, encontra-se em investigação”.




