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Mistério no Tietê: Milhares de Camarões Morrem em Prainha de Igaraçu e Cetesb Investiga Causas

Milhares de camarões mortos assustam moradores de Igaraçu do Tietê

Um cenário alarmante tomou conta de uma prainha no Rio Tietê, em Igaraçu do Tietê, no interior de São Paulo, na última segunda-feira (02/02/2026). Milhares de camarões de água doce, conhecidos popularmente como pitus, foram encontrados mortos e acumulados na areia. O pico do fenômeno ocorreu no fim da tarde de segunda, mas a mortandade continuou a ser observada nos dias seguintes, levantando preocupações sobre a saúde do rio.

Cetesb e Prefeitura Agem Rápido para Investigar o Ocorrido

Diante da situação inusitada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi acionada e enviou uma equipe ao local para coletar amostras da água e dos camarões. O objetivo é realizar análises laboratoriais para determinar as causas da mortandade. Juarez Sbeghen, responsável pela fiscalização do município, relatou que a aparição dos camarões mortos começou na prainha e, posteriormente, se espalhou pelas margens do rio. A quantidade foi tamanha que foram necessários dois caminhões para recolher o material, que foi encaminhado para um aterro sanitário.

Grupo Especializado e Operadora da Barragem Investigam Possíveis Causas

O Grupo Macrófitas, um coletivo que reúne sociedade civil, operadores de barcos e especialistas para discutir a poluição no Rio Tietê na região de Barra Bonita, também está apurando o caso. O grupo destacou que a mortandade afetou especificamente os camarões, sem atingir outras espécies, o que torna o evento ainda mais peculiar. A Auren Energia, operadora da barragem da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, próxima à prainha, informou que não há qualquer relação entre suas atividades e o ocorrido, mas se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

Poluição Orgânica e Variações Ambientais são Hipóteses Principais

Especialistas do Grupo Macrófitas apontam algumas hipóteses para a mortandade de camarões, como poluição orgânica, redução do oxigênio dissolvido na água, eutrofização, descargas químicas e variações ambientais bruscas. Esses fatores podem ter comprometido o ecossistema aquático local. A Cetesb reforça a orientação para que a população evite pescar e se banhar na prainha de Igaraçu do Tietê até que as investigações sejam concluídas e a situação normalizada.

Fonte: viva.com.br

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