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Manifestação pelo 8 de Janeiro na USP termina em confusão com políticos bolsonaristas

Tensão na Faculdade de Direito da USP

Um ato convocado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras entidades na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, para marcar os 3 anos dos ataques de 8 de Janeiro e se posicionar contra o PL da Dosimetria, terminou em tumulto na última quinta-feira (8.jan.2026). A manifestação, que buscava repudiar a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 2023, foi palco de um confronto físico entre grupos com visões opostas.

Presença de Políticos Bolsonaristas Eleva o Clima

A tensão aumentou com a chegada de políticos identificados com o bolsonarismo, como o ex-deputado estadual Douglas Garcia e o vereador Rubinho Nunes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Douglas Garcia no meio da confusão, com a camisa rasgada, alegando ter sido agredido. “Todos eles vieram aqui na USP para poder se colocar contra a liberdade de pessoas inocentes que foram injustamente presas”, declarou Garcia em uma publicação.

Acusações Mútuas e Narrativas Divergentes

Rubinho Nunes também compartilhou imagens do evento, onde aparece em discussões acaloradas com outros manifestantes. O Centro Acadêmico 11 de Agosto, um dos organizadores do ato, emitiu nota afirmando que a presença de Douglas Garcia e Rubinho Nunes iniciou o tumulto. Segundo a entidade, a ação dos políticos se tratou de uma “infiltração em manifestações da esquerda e dos movimentos sociais com o único intuito de tumultuar, incitar conflitos e fabricar narrativas vitimistas”.

O PL da Dosimetria e a Defesa da Democracia

O Projeto de Lei da Dosimetria visava alterar critérios de cálculo de penas para condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, o que poderia beneficiar, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em manifesto, o XI de Agosto e outras entidades reforçaram que a data de 8 de Janeiro “não pode ser tratada como um episódio isolado ou esquecido” e que a “democracia exige vigilância constante, participação coletiva e disposição para enfrentamento”.

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