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Longevidade no Brasil: como viver mais e com qualidade em um país que envelhece rápido

Longevidade no Brasil: como viver mais e com qualidade em um país que envelhece rápido

Estudo revela que, apesar do aumento da expectativa de vida, brasileiros ainda enfrentam desafios em saúde física, mental e financeira para garantir um envelhecimento pleno.

A busca por uma vida longa e saudável é uma tendência global, impulsionada por avanços na medicina e biotecnologia. No Brasil, o envelhecimento populacional é uma realidade cada vez mais presente. Dados do IBGE indicam que, até 2050, quase 30% da população brasileira, o que representa mais de 66 milhões de pessoas, terá mais de 60 anos. O Censo de 2022 já contabilizou quase 38 mil centenários no país, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) observa um crescimento no número de idosos com plano de saúde, sinalizando uma mudança no perfil demográfico e nas necessidades de cuidados.

Longevidade vai além de viver mais: é sobre qualidade de vida e autonomia

A especialista Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde, destaca que a longevidade não se resume apenas a aumentar o tempo de vida, mas sim a garantir que esse tempo seja vivido com autonomia, mobilidade e bem-estar emocional. “De que adianta viver 100, 120 ou 150 anos sem qualidade de vida, sem mobilidade, autonomia ou equilíbrio emocional?”, questiona Jorge, ecoando um sentimento crescente sobre a importância de um envelhecimento com propósito.

Para entender melhor esse cenário, o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), realizado pelo Grupo Bradesco Seguros em parceria com o gerontólogo Alexandre Kalache, analisou seis pilares essenciais para uma vida longa e plena: atitudes, saúde física, saúde mental, interações sociais, cuidados de saúde e prevenção, e finanças. A pesquisa ouviu 4.400 pessoas e se tornou a maior base de dados individuais sobre o tema no Brasil.

Hábitos saudáveis e prevenção: um caminho a ser percorrido

Os resultados do ILP 2025 mostram que o interesse pela longevidade é alto, com 84% dos brasileiros considerando o tema prioritário e 78% buscando novos conhecimentos após os 50 anos. No entanto, a prática de hábitos saudáveis ainda precisa evoluir. Embora 74% pratiquem alguma atividade física, apenas 36% mantêm uma rotina regular de quatro ou mais dias por semana. Na área da prevenção, 77% buscam informações, mas 45% só procuram atendimento médico quando sentem sintomas, um comportamento que tende a mudar com a idade.

Saúde mental, vínculos sociais e planejamento financeiro são cruciais

No que diz respeito à saúde mental, 9 em cada 10 jovens reconhecem sua importância para a longevidade, mas a satisfação pessoal e o bem-estar tendem a aumentar com a maturidade. As interações sociais e os vínculos afetivos são fundamentais, com 70% dos entrevistados afirmando que crenças e propósitos dão sentido à vida. Já o pilar financeiro revela um desafio significativo: 55% dos brasileiros gastam acima da renda e dois em cada três não possuem reserva para a aposentadoria, o que pode comprometer a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade.

A mensagem central do estudo é clara: viver mais e melhor é resultado de escolhas conscientes e diárias. Alimentação, cuidado com a mente, prevenção e planejamento financeiro são pilares que, quando bem geridos, constroem as bases para uma vida longa, equilibrada e significativa. Envelhecer é inevitável, mas envelhecer bem é uma escolha e um compromisso com o futuro que se deseja viver.

Fonte: futurodasaude.com.br

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