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Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 se encerram com destaque para Lucas Braathen e marco histórico para o Brasil

Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 se encerram com destaque para Lucas Braathen e marco histórico para o Brasil

Cerimônia de encerramento na histórica Arena de Verona celebra o espírito olímpico, a sustentabilidade e a conquista inédita de medalha para o país sul-americano.

Um espetáculo na Arena de Verona

A 24ª edição dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina chegou ao fim em uma cerimônia de encerramento deslumbrante, realizada na milenar Arena de Verona. O anfiteatro, com mais de 2.000 anos de história, foi palco do evento intitulado “Beleza em Ação”, dirigido por Stefania Opipari. A escolha do local, mais antigo que o Coliseu romano, marcou um retorno às raízes históricas dos Jogos, sendo a primeira vez desde Atenas-1896 que um monumento da Antiguidade sediou tal celebração.

A noite foi embalada por apresentações musicais que mesclaram tradição e modernidade, com a orquestra The Fondazione, a ópera “La Traviata” de Giuseppe Verdi, e performances de artistas contemporâneos como Calibro 35, Margherita Vicario e Davide Shorty. A chama olímpica, um dos símbolos centrais do evento, chegou à Arena em uma ampola de vidro veneziano, trazida por campeões olímpicos de esqui cross-country.

Lucas Braathen e a primeira medalha do Brasil nos Jogos de Inverno

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi o destaque aos medalhistas da edição, entre eles o jovem brasileiro Lucas Pinheiro Braathen. Sua vitória no esqui slalom gigante não apenas celebrou seu talento individual, mas também gravou seu nome na história como o responsável pela primeira medalha conquistada por um país latino-americano nos Jogos de Inverno. Este feito histórico impulsionou o Brasil para a 19ª posição no quadro de medalhas, o melhor desempenho do país em sua trajetória olímpica de inverno.

Sustentabilidade e o futuro dos Jogos

A cerimônia também reforçou o compromisso com a sustentabilidade, um tema intrínseco à produção do evento. A diretora Stefania Opipari ressaltou que a abordagem de produção priorizou materiais reciclados e de baixo impacto ambiental, com 80% do palco construído em madeira e 90% da iluminação em LED. O bloco “Uma Bela Terra: Ciclo da Água” simbolizou o respeito ao meio ambiente, com dançarinos representando o ciclo da água e gôndolas evocando a beleza de Veneza.

A bandeira olímpica foi passada simbolicamente dos prefeitos de Milão e Cortina d’Ampezzo para as autoridades da próxima sede dos Jogos de Inverno, os Alpes Franceses, em 2030. Em seu discurso de encerramento, a presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, definiu os Jogos como “mágicos” e elogiou a garra, a paixão e o espírito de união demonstrados pelos atletas, reforçando os valores de excelência, respeito e amizade.

Despedida de Edson Bindilatti e o crescimento do Brasil nas modalidades de inverno

A cerimônia marcou também a despedida do atleta Edson Bindilatti dos Jogos Olímpicos. O piloto do bobsled, que teve a honra de ser o porta-bandeira do Brasil pela terceira vez, encerrou sua jornada como atleta olímpico, mas reafirmou seu compromisso em auxiliar na transição e formação de novos talentos brasileiros nas modalidades de inverno. O Brasil, com sua maior delegação histórica de 14 atletas, demonstrou um ciclo competitivo promissor nas cinco modalidades disputadas: bobsled, skeleton, esqui alpino, esqui cross-country e snowboard. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, celebrou o crescimento da delegação e o “fechamento com chave de ouro” com a inédita medalha de ouro.

Fonte: jovempan.com.br

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