Inflação Mensal na Argentina em Dezembro de 2025
A Argentina encerrou o ano de 2025 com uma taxa de inflação mensal de 2,8% em dezembro, de acordo com os dados divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos). Este índice representa um leve aumento de 0,3 ponto percentual em comparação com os 2,5% registrados em novembro. O relatório aponta que o resultado de dezembro foi influenciado significativamente pelas altas nos setores de Transporte (4,0%), Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,4%) e Comunicação (3,3%). Apesar disso, o maior impacto no índice geral veio da categoria de Alimentos e bebidas não alcoólicas, que registrou 3,1% de aumento.
Inflação Anual em Queda, Mas com Ressalvas
A inflação acumulada em 12 meses para o ano de 2025 atingiu 31,5%. Este número representa uma queda expressiva de 86,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando a inflação fechou 2024 em 117,8%. Essa desaceleração anual é um indicativo de que as políticas econômicas implementadas podem estar surtindo efeito, embora a persistência de altas em setores específicos demande monitoramento.
Serviços e Bens: O Impacto Diferenciado
Em dezembro de 2025, os serviços apresentaram uma alta de 3,4%, enquanto os bens tiveram um avanço de 2,6%. Essa diferença reforça a pressão exercida pelos preços administrados e pelos setores intensivos em serviços sobre o índice geral da inflação. Por outro lado, os produtos sazonais apresentaram uma variação mensal de apenas 0,6%, indicando um impacto menor no final do ano.
Cenário Regional e Perspectivas Futuras
O comportamento dos preços na Argentina em dezembro de 2025 mostrou-se heterogêneo entre as regiões. O Nordeste do país liderou a inflação mensal com 3,4%, impulsionado principalmente pelo grupo de alimentos. Em contrapartida, as regiões da Patagônia e de Cuyo registraram as menores variações, ambas em 2,6%. O cenário inflacionário continua a impactar o poder de compra das famílias e as negociações salariais. A trajetória futura dos preços dependerá da eficácia da política monetária, do ritmo dos ajustes fiscais e da estabilidade cambial, fatores cruciais para as projeções de inflação nos próximos meses.
Fonte: www.poder360.com.br




