Reação Forte de Roma
A decisão do tribunal de Sion, na Suíça, de libertar Jacques Moretti, proprietário do bar onde ocorreu a tragédia de Crans-Montana, sob fiança, gerou uma onda de indignação na Itália. Apesar do parecer contrário do Ministério Público, a justiça suíça optou pela soltura, o que motivou o governo italiano a anunciar que solicitará explicações formais às autoridades helvéticas.
Governo Italiano Manifesta Repúdio
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou a medida como um “ultraje à memória das vítimas e um insulto às suas famílias”. Meloni anunciou que o governo italiano pedirá oficialmente às autoridades suíças que justifiquem a decisão. Em sintonia, o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, expressou sua revolta nas redes sociais e em declarações públicas, descrevendo a libertação como um ato insensível ao luto e à dor compartilhada com o povo italiano. Tajani afirmou que, se dependesse dele, a fiança jamais teria sido concedida.
Famílias das Vítimas Clamam por Justiça
As vozes desoladas das famílias das vítimas e dos feridos italianos também se somam ao coro de protestos. Os pais de Riccardo Minghetti, um dos jovens que pereceram no incêndio, declararam a decisão como uma “vergonha” para seus filhos e expressaram perplexidade. O advogado Alessandro Vaccato, que representa a família de Emanuele Galeppini, outra vítima fatal, manifestou sua consternação e alertou que a libertação de Moretti “deixa a defesa desqualificada”, apelando por ações imediatas para reverter o curso dos acontecimentos.
Contexto da Tragédia
O incêndio na discoteca de Crans-Montana resultou na morte de 40 pessoas. Anteriormente, a prisão de Jacques Moretti havia sido validada com base no “risco de fuga”. Investigações indicaram que a porta de serviço do estabelecimento estava trancada por dentro, o que teria dificultado a evacuação das vítimas. A Suíça declarou dia de luto nacional em memória dos falecidos.
Fonte: pt.euronews.com




