Depoimento Revelador sobre a Rotina em Paris
Valdson Vieira Cotrin, que trabalhou como mordomo para Jeffrey Epstein em seu luxuoso apartamento em Paris por 18 anos, relatou à polícia francesa em 2019 um ‘fluxo constante de mulheres jovens e magras’ frequentando o local. O depoimento foi obtido pelo jornal francês Libération e ocorreu um mês após a morte do bilionário, em meio a investigações sobre uma rede de tráfico humano e exploração sexual.
Ausência de Menores, mas Preferência por Magreza
Cotrin afirmou não ter conhecimento das idades das mulheres que visitavam Epstein, mas declarou que, em sua percepção, elas não pareciam ser menores de idade. “Me dá arrepio imaginar as coisas que falam dele. Em nenhum momento vi meninas. Eu não olhava os documentos delas, mas para mim, fisicamente, não havia menores”, disse o brasileiro aos investigadores. Ele foi contratado em 2001 por Epstein e sua então namorada, Ghislaine Maxwell, que atualmente cumpre pena nos Estados Unidos. O mordomo seguia ordens de Maxwell para não estar no mesmo cômodo que Epstein, com quem tinha pouco contato.
Visitas Elegantes e Fotos de Nu
O ex-mordomo descreveu o apartamento, com 8 mil metros quadrados na Avenida Foch, como um local que recebia com frequência visitas de “jovens muito elegantes”, possivelmente modelos. Em uma ocasião, Epstein teria comentado sobre uma das visitantes, de compleição mais robusta: “Valdson, I don’t like” (“Eu não gosto”), o que Cotrin interpretou como uma preferência por mulheres mais magras. Em outra situação, durante uma viagem a Saint-Tropez em 2003, o mordomo observou um “balé incessante” de mulheres que iam e vinham a cada poucos dias. As paredes do apartamento, assim como em outras propriedades de Epstein, eram decoradas com fotos de mulheres nuas.
Dúvidas sobre o Suicídio de Epstein
Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, e as autoridades americanas classificaram a morte como suicídio. No entanto, em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph em agosto de 2025, Cotrin expressou dúvidas sobre essa versão, afirmando que Epstein “amava a vida demais” para cometer suicídio.
Fonte: jovempan.com.br




