EUA deixam a Organização Mundial da Saúde
Os Estados Unidos formalizam nesta quinta-feira (22 de janeiro de 2026) sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), um ano após o então presidente Donald Trump ter assinado o decreto para a retirada do país. A decisão, que pegou muitos de surpresa, deixa uma pendência financeira significativa: uma dívida de aproximadamente US$ 260 milhões, referente às taxas não pagas de 2024 e 2025. A legislação americana exige a notificação com um ano de antecedência e a quitação de todas as pendências financeiras para que a saída seja efetivada.
Justificativas para a retirada
Robert F. Kennedy Jr., Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA na época do anúncio, apresentou as razões por trás da decisão em maio de 2025. Em uma mensagem de vídeo à Assembleia Mundial da Saúde, ele criticou a OMS, afirmando que a organização havia se tornado “atolada em inchaço burocrático, paradigmas enraizados, conflitos de interesse e política de poder internacional”. Essas declarações pintam um quadro de insatisfação com a gestão e o funcionamento interno da OMS por parte da administração americana.
Impacto na saúde global e histórico
A OMS expressou preocupação com a saída dos Estados Unidos, argumentando que a decisão prejudica a vigilância epidemiológica global e a capacidade de resposta rápida a novos surtos de doenças. A agência destaca a importância da colaboração americana na coordenação de esforços e na troca de dados entre as nações. A relação futura entre o governo americano e a OMS, bem como a resolução da dívida de US$ 260 milhões, permanecem como pontos de interrogação. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que os EUA anunciam sua saída da OMS; Donald Trump já havia iniciado o processo em 2020, mas a decisão foi revertida pelo presidente Joe Biden em 2021.
Próximos passos e discussões futuras
Os países-membros da OMS planejam discutir as implicações da saída americana em uma reunião do conselho executivo agendada para fevereiro. A expectativa é que o encontro sirva para avaliar os próximos passos e buscar soluções para mitigar os impactos da ausência de um dos maiores contribuintes financeiros e atores estratégicos da organização. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos dessa decisão e suas consequências para a saúde pública global.
Fonte: www.poder360.com.br




