Gigantes do setor adquirem participação majoritária em transação milionária
A Corporação de Alumínio da China (Chalco), em parceria com o Grupo Rio Tinto, anunciou a aquisição de 68,6% da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), pertencente ao Grupo Votorantim. O negócio, avaliado em R$ 4,7 bilhões e pago integralmente em dinheiro, representa um marco estratégico para as empresas, que buscam fortalecer sua presença global e garantir a produção de alumínio de baixo carbono em um cenário de valorização do metal.
Detalhes da transação e prêmio por ação
A aquisição será realizada por meio de uma joint-venture, na qual a Chalco deterá 67% e a Rio Tinto, 33%. A oferta pública de aquisição (OPA) oferecerá R$ 10,50 por ação da CBA, o que representa um prêmio de 21,2% sobre o preço médio das ações nos últimos 20 dias de negociação. Após a conclusão do acordo, a CBA passará a ser uma subsidiária da Chalco. A transação já recebeu aprovações regulatórias antitruste no Brasil e de investimentos estrangeiros na China, mas ainda aguarda outras licenças necessárias.
CBA: um gigante brasileiro de alumínio com foco em sustentabilidade
Fundada em 1941, a CBA se destaca por ser a única produtora de alumínio totalmente integrada do Brasil, com operações que abrangem desde a mineração de bauxita até o processamento final. A empresa, que abriu capital na B3 em 2021, tem como diferencial o uso exclusivo de energia renovável em suas operações, incluindo uma capacidade de autoprodução de 1,6 gigawatts proveniente de 21 usinas hidrelétricas e quatro parques eólicos. Em 2024, a CBA produziu 720 mil toneladas de alumina e 364,5 mil toneladas de alumínio líquido, respondendo por mais de um terço do mercado primário brasileiro. O complexo da empresa em São Paulo inclui uma refinaria de alumina e uma fundição com expressiva capacidade produtiva.
Contexto de mercado e futuro da CBA
A aquisição ocorre em um momento de forte alta nos preços do alumínio. Os contratos futuros do metal na Bolsa de Metais de Londres (LME) registraram valorização superior a 45% em menos de um ano, atingindo picos históricos. A Chalco vê a aquisição como um passo importante para otimizar suas operações globais e aprimorar seus padrões ESG (ambientais, sociais e de governança). A Rio Tinto Aluminium destaca que o negócio expandirá sua produção de alumínio de baixo carbono e fortalecerá sua cadeia de suprimentos no Atlântico. Após a conclusão, a joint-venture planeja realizar uma OPA para as ações remanescentes da CBA, com a possibilidade de fechar o capital da empresa, embora esta decisão possa ser reavaliada.
Fonte: www.poder360.com.br




