Barak admite questionamentos sobre seu julgamento em relação a Epstein
O ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, manifestou arrependimento por ter conhecido o financista Jeffrey Epstein, em meio à divulgação de milhões de páginas de documentos relacionados às investigações sobre o caso. Em entrevista ao Canal 12 de Israel, Barak declarou que “há, definitivamente, espaço para perguntar se não havia espaço para um julgamento mais aprofundado da minha parte e para um exame mais minucioso dos detalhes do que realmente aconteceu”. Ele pediu desculpas a todos “que se sentem profundamente desconfortáveis” com a revelação de sua antiga amizade.
Visitas à ilha de Epstein e alegações de ignorância
Barak relatou que, juntamente com sua esposa e seguranças, visitou a residência de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas por três horas. Durante a visita, ele afirma ter visto apenas Epstein e alguns trabalhadores de manutenção, e que nunca testemunhou ou participou de qualquer comportamento inadequado. Embora ciente do caso anterior de Epstein, o ex-líder israelense disse ter acreditado que o financista já havia cumprido sua pena com a sociedade.
Relações cortadas e promessa de transparência
Segundo Barak, a real dimensão dos crimes de Epstein só se tornou clara em 2019, com o início de uma nova investigação. “Eu corto relações com ele, e toda a gente corta relações com ele”, afirmou. Barak garantiu que nada ilegal ou impróprio será descoberto em relação a ele nos documentos que ainda serão divulgados, pois “não há nada”. Ele reconheceu que ele e sua esposa aparecem em diversos documentos, indicando um contato regular com Epstein, inclusive após o acordo judicial de 2008.
Laços com Epstein e investigações anteriores
Os laços de Barak com Epstein vieram à tona pela primeira vez há sete anos, quando o ex-primeiro-ministro anunciou seu retorno à política. Na época, registros fiscais revelaram que Barak recebeu cerca de 2 milhões de dólares em subsídios não especificados da Fundação Wexner, onde Epstein atuava como administrador. Embora Barak tenha minimizado esses laços, documentos detalham planos para estadias e reuniões com Epstein, incluindo um jantar em 2013 com a presença de celebridades e empresários, e a menção de Epstein em 2019 sobre “tratar de Ehud em Israel”. Os documentos também indicam que Epstein tentou conectar Barak a Steve Bannon.
Fonte: pt.euronews.com




