Milhares de mulheres foram às ruas em todo o Brasil neste domingo, 8 de março, para celebrar o Dia Internacional da Mulher e, principalmente, para exigir o fim da violência contra o gênero. As manifestações, que ocorreram em todos os estados e no Distrito Federal, também levantaram outras bandeiras importantes para a sociedade, como o fim da jornada de trabalho 6×1 e o aumento da representatividade feminina na política.
Os dados apresentados pelo Fórum de Segurança Pública em 2025 revelam um cenário preocupante, com 1.568 vítimas de violência registradas no Brasil, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Esse número serviu como um alerta e um motor para as mobilizações, que reuniram entidades, organizações da sociedade civil, grupos políticos e movimentos feministas.
São Paulo e Rio de Janeiro em Destaque
Na capital paulista, a Avenida Paulista foi palco de dois atos. Pela manhã, a vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos) marcou presença em uma das manifestações. À tarde, um segundo grupo se concentrou para clamar pelo fim dos feminicídios. Além da violência de gênero, outras pautas ganharam voz, como a melhoria das condições de trabalho e a retomada do serviço de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, encerrado em dezembro de 2023. Cartazes e faixas enfatizaram a necessidade de políticas públicas mais eficazes. Um incidente pontual ocorreu quando um grupo de homens tentou provocar as manifestantes, sendo dispersado pela Guarda Civil Metropolitana com o uso de spray de pimenta.
No Rio de Janeiro, o ato aconteceu em Copacabana, local que recentemente foi palco de um chocante caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Representantes de grêmios estudantis do Colégio Pedro II, frequentado por alguns dos acusados, estiveram presentes, exibindo um cartaz com os rostos dos jovens sob a inscrição “estupradores”. Na areia da praia, mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fincaram cruzes com o lema “Parem de nos matar”.
Mobilizações em Outras Capitais
Belo Horizonte, Salvador, Brasília e diversas outras capitais brasileiras também registraram atos significativos. Em Belo Horizonte, centenas de manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares. Em Salvador, a marcha ecoou as demandas por “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. Na capital federal, a marcha seguiu da Funarte até o Palácio do Buriti, com foco contra o feminicídio.
Cidades como Belém, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Maceió, Natal, Palmas, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Manaus e Boa Vista também se juntaram ao movimento nacional, demonstrando a força e a urgência das reivindicações femininas em todo o país.
Fonte: viva.com.br




