terça-feira, março 3, 2026
Google search engine
HomeNotíciasDefesa de Bolsonaro volta ao STF com novo recurso para anular condenação...

Defesa de Bolsonaro volta ao STF com novo recurso para anular condenação de 27 anos, citando voto divergente de Luiz Fux

Novo Recurso no STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (12), buscando a anulação de sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão. A pena refere-se ao processo que investigou uma tentativa de golpe de Estado. A estratégia da defesa é fazer prevalecer o voto divergente do ministro Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente, e levar o caso para análise do plenário completo da Corte.

Argumentos da Defesa

O recurso, um agravo regimental, é assinado por uma equipe de advogados e argumenta que o voto de Fux acolheu as teses defensivas em relação a todos os crimes imputados a Bolsonaro, incluindo a alegação de cerceamento de defesa devido ao volume de dados apresentados. A defesa também sustenta que os discursos de Bolsonaro contra outros Poderes, como críticas ao sistema eleitoral, configuram liberdade de expressão ou meros atos preparatórios impuníveis, e não atos de execução de crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Foco no Voto de Fux e Artigos do Código Penal

A peça processual destaca que o ministro Luiz Fux ressaltou o artigo 359-T do Código Penal, que afasta a tipicidade penal de discursos ou “bravatas” contra membros de outros Poderes. Além disso, a defesa reitera o veto ao artigo 359-O, que buscava criminalizar campanhas para disseminar fatos inverídicos capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral.

Rejeição Anterior e Dependência de Moraes

O novo pedido surge após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, ter rejeitado um recurso anterior da defesa, os embargos infringentes, em 19 de dezembro. Moraes considerou o recurso protelatório. A defesa alega que o STF cometeu “erro judiciário” ao antecipar o trânsito em julgado. Para que os embargos infringentes fossem aceitos no plenário, seriam necessários 4 votos divergentes a favor do réu. Nas Turmas, a jurisprudência exige ao menos 2 votos. Bolsonaro teve apenas o voto de Fux a seu favor (4 a 1). A reabertura do julgamento, neste momento, depende de uma decisão de Alexandre de Moraes.

Outros Envolvidos

Outras figuras políticas e militares, como Walter Braga Netto, Almir Garnier Santos, Paulo Sérgio Nogueira, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Anderson Torres, também tiveram pedidos de recurso rejeitados. O tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com as investigações, foi o único a não recorrer.

Fonte: www.poder360.com.br

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments