Europa Busca Autonomia Militar em Meio a Postura Unilateral dos EUA
O Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius, defendeu no último domingo (11.jan.2026) a consideração da criação de uma força militar conjunta na União Europeia, capaz de, a longo prazo, substituir a presença de tropas americanas no continente. A declaração foi feita durante a Folk and Försvar Annual National Conference 2026, evento dedicado à discussão de segurança e defesa na Europa.
Proposta de Força Militar Europeia e Independência
Kubilius, oficial lituano, apresentou a ideia de uma força militar europeia permanente, com um contingente de 100 mil soldados, como um caminho para uma proteção mais eficaz do continente. Ele enfatizou a necessidade de construir a independência europeia, superando a fragmentação industrial e promovendo a interoperabilidade entre os Estados-membros. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia”, declarou, ecoando discursos recentes de líderes da Comissão Europeia.
Críticas aos EUA e o Programa Readiness 2030
O comissário apontou a postura unilateral dos Estados Unidos, que, segundo ele, não tem adotado políticas de boa vizinhança, como um dos motivos para a urgência da Europa em fortalecer suas próprias capacidades. Em resposta a esses desafios de defesa, a União Europeia tem investido na agenda Readiness 2030. Lançado em março de 2025 pela Comissão Europeia, este programa estratégico visa aprimorar as capacidades de defesa do bloco, preparando-o para enfrentar ameaças até o final da década. A iniciativa conta com a participação de todos os 27 Estados-membros, com possibilidade de inclusão de países parceiros em certas áreas.
Conselho de Segurança Europeu e o Cenário Ucraniano
Além da força militar, Kubilius também advogou pela criação de um “Conselho de Segurança Europeu”, que incluiria o Reino Unido. Tal órgão teria a capacidade de agilizar a tomada de decisões em matéria de defesa. “O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos”, explicou. O principal objetivo deste conselho seria atuar na guerra da Ucrânia, buscando alterar a dinâmica do conflito e impedir uma eventual derrota de Kiev.
Fonte: www.poder360.com.br




