Inteligência americana direcionou ataque a reunião de cúpula em Teerã
A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos desempenhou um papel fundamental na localização do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pouco antes dos ataques realizados por Israel em 28 de fevereiro de 2026. De acordo com uma reportagem do jornal The New York Times, publicada em 1º de março de 2026, a CIA vinha monitorando os movimentos e a rotina de Khamenei por meses. A informação decisiva surgiu quando os EUA obtiveram dados precisos sobre uma reunião que o líder iraniano teria com altos escalões do governo e das Forças Armadas em um complexo central de Teerã.
Com base nessa inteligência de alta precisão, os Estados Unidos e Israel coordenaram o horário do ataque para coincidir com a concentração de autoridades no local. A ofensiva, que ocorreu na manhã de sábado, visou especificamente o complexo onde a cúpula política e de segurança iraniana estava reunida, resultando na morte de figuras importantes do regime.
Cooperação EUA-Israel intensificada após conflito em 2025
A operação militar foi o culminar de meses de planejamento e de um estreitamento significativo no compartilhamento de inteligência entre Washington e Tel Aviv. Essa colaboração se intensificou particularmente após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025. A CIA, ao identificar os padrões de deslocamento e a agenda de Khamenei, repassou a Israel a informação crucial sobre a presença do líder supremo em um encontro estratégico na capital iraniana.
A partir dessa janela de oportunidade, os EUA e Israel teriam ajustado o momento do ataque para atingir o núcleo de poder iraniano. A imprensa internacional reportou que a mídia estatal iraniana confirmou a morte de pelo menos dois nomes mencionados por Israel como alvos atingidos: Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour. Tanto a Casa Branca quanto a CIA não comentaram oficialmente as informações, que foram atribuídas por The New York Times a autoridades anônimas com conhecimento do planejamento.
Falhas de segurança iranianas em meio a tensões crescentes
O episódio também evidencia a capacidade dos EUA e de Israel em rastrear comunicações e movimentos do líder iraniano, contrastando com as aparentes falhas de segurança de Teerã. Isso ocorreu em um período de crescente tensão e sinalização de conflito iminente entre os países, com negociações diplomáticas mediadas por Omã em fevereiro de 2026 não chegando a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Em fevereiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia dado um prazo de cerca de 10 dias para avanços nas negociações com o Irã, exigindo restrições ao seu programa nuclear. A falta de progresso, somada ao acúmulo de forças na região, precedeu a ofensiva militar que atingiu não apenas Teerã, mas também outras 18 localidades iranianas, com o fechamento do espaço aéreo do país.
Histórico de ameaças e o fim do líder supremo iraniano
O ataque marcou o fim de Ali Khamenei, 86 anos, que foi confirmado por Trump e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O governo iraniano corroborou a informação e declarou 40 dias de luto oficial, estabelecendo um conselho interino para exercer as funções do líder supremo. O episódio se insere em um contexto de declarações anteriores de Trump, que em junho de 2025 já havia afirmado saber a localização de Khamenei, chamando-o de “alvo fácil”, mas indicando que não seria morto “por enquanto”.
A ofensiva militar dos EUA e de Israel foi anunciada por Trump como um esforço para encerrar o programa nuclear iraniano e defender os interesses americanos, com o presidente declarando que “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima. A escalada de tensão se intensificou nas semanas anteriores ao ataque, com Trump expressando frustração com a falta de adesão do Irã às exigências americanas sobre armas nucleares e mísseis.
Fonte: www.poder360.com.br




