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China Atualiza Padrões de Qualidade do Ar Após 14 Anos: Metas Mais Rígidas para 2026 e 2031

Revisão Acelerada e Apoio Governamental

A China intensificou o processo de revisão de seus padrões de qualidade do ar, uma atualização aguardada há 14 anos. Em fevereiro de 2024, uma reunião executiva do Conselho de Estado direcionou autoridades a coordenar políticas fiscais, financeiras e tecnológicas para apoiar um novo roteiro em direção a um ar mais limpo. Pesquisadores acadêmicos vinham pressionando por um cronograma mais ambicioso, com um relatório da Universidade de Pequim em janeiro de 2024 recomendando o endurecimento do padrão para 25 microgramas por metro cúbico até 2025 e, eventualmente, para 10 microgramas até 2050.

Plano Gradual com Metas de Longo Prazo

O plano final adotado pelo governo chinês apresenta uma abordagem mais moderada. Embora a meta final seja de 25 microgramas, um limite transitório de 30 microgramas será aplicado de 1º de março de 2026 até o final de 2030. O padrão mais rigoroso de 25 microgramas só entrará em vigor em todo o país em 1º de janeiro de 2031. O ministério responsável afirmou que este período de transição visa permitir que as localidades se preparem adequadamente, garantindo uma transição tranquila nos índices de conformidade e mantendo o ritmo de melhoria contínua.

Opiniões Divididas e Preocupações com a Saúde

A opinião pública sobre as novas diretrizes está dividida. Ma Jun, diretor do Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais, destacou que, enquanto alguns se preocupam com a pressão econômica imposta por regras mais rígidas, outros consideram que os padrões antigos eram excessivamente frouxos. “Do ponto de vista da proteção da saúde, mesmo o nível revisado de 25 microgramas está longe de ser suficiente”, alertou Ma, enfatizando a necessidade de realismo sobre a eficácia das novas metas.

Proteção Ampliada para Áreas Naturais

Os novos padrões também estendem a proteção para áreas intocadas. Parques nacionais foram explicitamente incluídos nas zonas de “Classe 1”, que agora estão sujeitas a um limite mais rigoroso de PM2,5 de 10 microgramas. A maioria das áreas residenciais e industriais continuará na “Classe 2”. Zhang Shiqiu, professora de gestão ambiental na Universidade de Pequim, apesar de reconhecer que o ajuste foi menos drástico do que o previsto, considerou a rápida revisão como um avanço significativo. Ela expressou esperança de que os novos padrões sinalizem uma política de “não retrocesso” e impulsionem a necessária transformação industrial do país.

Fonte: www.poder360.com.br

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