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Cão Orelha: Ministério Público de SC avalia exumação para sanar dúvidas na investigação

Investigação em Busca de Respostas

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está considerando a exumação do corpo do cão Orelha, vítima de agressão na Praia Brava, em Florianópolis, como uma das medidas para preencher “lacunas da investigação”. A decisão surge após uma análise preliminar do boletim de ocorrência circunstanciado, que indicou a necessidade de mais detalhes para uma compreensão completa dos eventos que levaram à morte do animal.

Diligências Complementares Necessárias

Tanto a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, com foco em Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, identificaram a carência de informações e a necessidade de maior precisão na reconstituição dos fatos. Por isso, o MPSC solicitará à Polícia Civil a realização de diligências complementares.

Investigações Paralelas e Controvérsias

Paralelamente, o MPSC investiga possíveis casos de coação no curso do processo e ameaças envolvendo familiares de adolescentes investigados e um porteiro de condomínio na Praia Brava. A situação ganhou ainda mais complexidade com a divulgação de um vídeo, pela defesa do adolescente suspeito, que supostamente mostra Orelha caminhando pela região após o horário em que a polícia afirma que ele teria sido atacado. Segundo a versão oficial, o cão sofreu uma pancada contundente na cabeça na madrugada de 4 de janeiro, vindo a falecer no dia seguinte em uma clínica veterinária. A Polícia Científica apontou que a lesão pode ter sido causada por um chute ou um objeto rígido.

Impacto e Medidas Legais

O caso do cão Orelha tem impulsionado discussões sobre crueldade animal, com três propostas legislativas em tramitação no Senado. No entanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não prevê a internação de menores envolvidos em casos de maus-tratos a animais, um ponto que tem gerado debate após a Polícia Civil solicitar a internação do adolescente suspeito. As investigações também se estenderam a agressões contra outro cão comunitário da Praia Brava, o Caramelo, que sofreu uma tentativa de agressão dias após a morte de Orelha, com as cenas registradas por câmeras de monitoramento.

Fonte: viva.com.br

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